O movimento denuncia as dificuldades no acesso à habitação.
Os primeiros passos da manifestação sentiram-se ontem com uma ação de rua, com vista a convidar os cidadãos que residem na cidade a participar. A ocupação tem como objetivo protestar contra a falta de acesso à habitação, as condições precárias e as rendas altas. O movimento “Porta a Porta” ocupa o centro da cidade de Braga, na avenida central, no próximo dia 28 de setembro.
“Continua a haver muita dificuldade em aceder à habitação condigna”, adianta Cândido Almeida, membro do movimento “Porta a Porta”. “São cada vez mais as pessoas a viverem em condições muito precárias e tem de haver uma política diferente no mercado de arrendamento. Os contratos são com prazos mais curtos e a preços elevadíssimos”, afirma o porta-voz. Cândido Almeida também explica que existem muitos estudantes deslocados que não conseguem estudar em Braga sem apoios bolseiros, porque o valor de um quarto, atualmente, “é o preço que se pagava por uma habitação há quatro ou cinco anos”.
Os imigrantes também sentem estes problemas aponta Cândido Almeida. “Há pequenos apartamentos sobrelotados com pessoas a viverem em situações consideradas indignas” assim como “pessoas a viver em garagens e lojas”, afirma o representante. O principal motivo da existência destes casos é o custo alto das habitações.
O movimento “Porta a Porta” argumenta que é preciso controlar os lucros da banca. “Os cinco maiores bancos têm cerca de 14 milhões de euros de lucro por dia. É impossível perceber isso e porque nada é feito”, frisa o porta-voz. “As políticas do Governo para o sector da habitação são ineficazes e praticamente inexistentes”, acrescenta. No mês de outubro está prevista a entrega de um abaixo-assinado para promover um debate que visa a resolução do problema habitacional. A concentração de dia 28 é organizada pela plataforma “Casa para Viver” e decorre em 18 cidades portuguesas.


