Todo o Tempo que Temos chegou aos cinemas dia 10 de outubro e já conquistou os corações do público. Com a realização de John Crowley e um talentoso elenco com a integração dos nomeados a Oscar Florence Pugh e Andrew Garfield, o filme oferece um espectro de emoções intensas.
Nesta longa-metragem acompanhamos de forma intercalada o passado, presente e consequente futuro de um casal, que rapidamente se torna especial para o espectador. Tobias, representado por Garfield, é um recente divorciado e Almut, interpretada por Pugh, é uma ambiciosa e bem-sucedida chef com o seu próprio restaurante. Após a informação que recebemos imediatamente no início do filme sobre a doença oncológica de Almut, torna-se imediata a perceção da fragilidade e consequente preciosidade de todos os momentos que as personagens partilham.
Numa viagem dinâmica, o filme transporta o espectador para o decorrer do dia a dia deste casal, ao longo de uma década, presenteando-nos com autenticidade e amor, desde o seu primeiro encontro até ao último. Os protagonistas partilham uma viagem em grandes marcos da sua vida coexistente, como o casamento, o nascimento da filha e a luta conjunta contra a doença. Reflete de uma maneira muito real e emotiva a importância do amor pela vida e pela relevância de aproveitar todos os momentos que ela nos oferece.
A ordem atemporal em que as cenas são reveladas permite-nos ter a ideia de que conhecemos estas personagens ao longo dos momentos marcantes das suas vidas e que fazemos parte das suas realidades. Partilha uma bela história, que retrata aquilo que é essencialmente à vida e as pressões e entusiasmos que vêm com ela.
Andrew Garfield e Florence Pugh provam neste filme, mais uma vez, a sua brilhante capacidade de representação. Os atores convidam-nos a entrar nesta bela história, sem nunca dar espaço a dúvidas da sua autenticidade. Pugh e Garfield partilham uma dinâmica incrível no ecrã. A química entre os personagens envolve o espectador numa história emotiva e obrigatória a reflexões sobre a fragilidade da nossa existência e como é importante rodearmo-nos daqueles que mais amamos.
As cenas são gravadas de uma forma íntima e sempre com a presença da conexão entre as duas personagens principais. São priorizados os diálogos incrivelmente importantes e reais, bem como a linguagem não verbal, que comunica intensamente neste filme. A banda sonora que acompanha a obra cinematográfica contribui para esta sensação de proximidade e intensidade da história, com sonoridades serenas e por vezes, intensas.
Todo o Tempo que Temos é o filme perfeito para trazer as nossas emoções mais intensas à superfície e apreciar uma história autêntica de amor verdadeiro e de companheirismo incondicional. Debate, de forma excecional, temas sensíveis e retrata uma tragédia com momentos emotivos ,que evidenciam o valor da vida e em especial, o valor de viver “todo o tempo que temos”.
Título Original: We Live in Time
Realização: John Crowley
Argumento: Nick Payne
Elenco: Andrew Garfield, Florence Pugh, Grace Delaney, Adam James
Reino Unido
2024





