O descuido caseiro permitiu o crescimento adversário ao longo da partida.

O Pavilhão Municipal de Barcelos abriu portas na noite do passado sábado, dia 25 de janeiro, para ser o palco do embate entre o OC Barcelos e a UD Oliveirense. O encontro que contou para a jornada 12 do Campeonato Placard de Hóquei em Patins ficou marcado pelas várias mudanças de panorama a nível de superioridade e capacidade de reação, resultando num empate amargo para os barcelenses.

A imagem de marca da turma de Rui Neto tem sido as suas entradas fortes no início dos duelos, e desta vez, como não podia deixar de ser, aconteceu exatamente o mesmo. A lição de casa veio bem estudada e a pressão alta aliada aos contra-ataques rápidos foram a chave para o desbloqueio madrugador do placar.

O primeiro tento surgir a partir da combinação de uma das duplas que mais estragos tem feito nesta edição do Campeonato Placard. Pol Manrubia aventurou-se em zonas avançadas do terreno e combinou com Miguel Rocha. O avançado português, na ausência de oposição direta, armou a bomba de fora da área e a bola só parou nas redes de Xano Edo.

Os adeptos presentes no Pavilhão Municipal de Barcelos não precisaram de esperar muito tempo para se voltar a levantar, pois passados três minutos, Pedro Figueiredo assinalou grande penalidade favorável aos minhotos devido a um toque do stick de Marc Torra em Danilo Rampulla. Miguel Rocha voltou a ser chamado ao serviço, e na conversão, com toda a frieza necessária, o melhor marcador da competição tirou o guardião do lance e anotou o bis na partida.

Numa altura em que a vitória parecia já não fugir, eis que o rendimento dos galos começou a degradar-se gradualmente, abrindo espaço para o crescimento dos unionistas que, como consequência, se veio a materializar. Aos 15 minutos, Nuno Santos lançou a sua equipa no ataque e, após várias insistências, o português acabou mesmo por faturar e reduzir a desvantagem.

O equilíbrio começou a tomar conta do jogo, e as oportunidades a escassear. Já perto do intervalo, a turma de Nuno Resende cometeu a décima falta, revertendo num livre direto para Miguel Rocha. Desta vez, Xano Edo foi mais feliz e defendeu o remate.

Apenas um minuto depois, Miguel Guilherme voltou a assinalar grande penalidade, porém favorável aos visitantes. Na conversão, Conti Acevedo agigantou-se perante Marc Torra, segurando a vantagem mínima da sua equipa antes do descanso.

A segunda metade começou frenética com ambas as formações bastante agressivas e pressionantes. Estes fatores vieram-se a materializar em nova grande penalidade para os oliveirenses.

O recém-entrado Diogo Abreu foi chamado à cobrança, e na cara do guardião da casa não tremeu, estabelecendo nova igualdade no marcador. O ritmo de jogo começou a tornar-se apático e, por conta disso, o resultado não se veio a alterar até ao apito final.

Com este empate, os barcelenses falham a subida ao pódio e permanecem no quarto lugar da tabela classificativa, com 25 pontos. O OC Barcelos volta a entrar em campo no próximo domingo, 2 de fevereiro, para o dérbi minhoto com o Riba d’Ave HC, no Parque das Tílias.