A derrota com a França evitou a medalha, mas Portugal regressa com a melhor marca na história da modalidade.
Foi na Unity Arena, que neste domingo pelas 14 horas, França e Portugal se defrontaram com o objetivo de conquistarem o terceiro lugar no Mundial de Andebol. Era em perspetiva um duelo exigente, já que do outro lado encontrava-se a maior detentora de Mundiais e a atual campeã europeia.
Ainda assim Portugal conseguiu bater de frente com o poderio francês. Os gauleses assumiram controlo, mas mostraram-se sempre incapazes de ter uma vantagem confortável no marcador.
Ainda no primeiro tempo, a equipa lusa registou uma seca de três minutos e ao mesmo tempo concedeu três golos, sendo esta a fase mais complicada de Portugal no duelo que foi aproveitada por Aymeric Minne, que até então ia sendo o carrasco da formação das quinas com sete golos apontados. Apesar do esforço português, o intervalo chegou com um 19-17 favorável aos franceses.
Já na segunda parte, os lusos conseguiram o empate (19-19), por intermédio de Iturriza. Daí para a frente foi um jogo disputado ponto a ponto e finalmente Portugal conseguiu a reviravolta após golo de Martim Costa que fez desta forma o 20-21. A resposta dos comandados de Guillaume Gille foi quase imediata e Dika Mem fez o 23-22.
Capdeville foi brilhando na baliza portuguesa com defesas importantes e Iturriza devolveu novamente a vantagem a Portugal ao marcar o 24-25 e António Areia foi responsável por dilatá-la na marcação de um livre de sete metros (24-26).
O empate surgiu nos 26-26 através de Mem, e após boa intervenção do homólogo francês de Capdeville, os franceses conseguiram anotar o 30-28. Portugal nunca se vergou e conseguiu o empate nos 33-33 e já em desvantagem, Areia teve a chance de forçar prolongamento a dois segundos do fim, mas Bolzinger defendeu o remate com a cabeça, confirmando o quinto bronze dos franceses.
Portugal regressa ao país com o quarto lugar na mala. Pelo caminho ficam seis triunfos, um empate e duas derrotas, frente à tricampeã Dinamarca e campeã europeia França, e uma caminhada que enche de orgulho a nação e que abre uma nova página nos grandes feitos do desporto nacional.


