Com um alinhamento que cruza talentos emergentes e nomes consagrados, o Sons de Vez reafirma-se como um dos festivais mais relevantes do panorama musical português.

A 23.ª edição do Sons de Vez já começou, trazendo a Arcos de Valdevez um cartaz diversificado e cativante, que promete conquistar amantes da música de todo o país. De 1 de fevereiro a 22 de março, a Casa das Artes arcuense acolhe oito sábados de concertos imperdíveis, celebrando a diversidade e riqueza da música nacional e internacional.

Em declarações, Nuno Soares, da organização, destacou a relevância do evento: “O Sons de Vez não é apenas um festival, é um encontro entre diferentes géneros, gerações e culturas”. Acrescentou, ainda, que a equipa procura sempre “criar uma programação que seja um reflexo da identidade musical portuguesa, sem esquecer a abertura a artistas internacionais”.

A edição de 2025 arrancou ontem, dia 1 de fevereiro, ao som dos Capitão Fausto, que apresentaram o seu mais recente álbum, “Subida Infinita”. Este concerto marcou a despedida de Francisco Ferreira da banda. Na mesma noite, Bilrus – projeto de João Robim, Márcio Silva e Nuno Biltes – trouxe uma abordagem alternativa, experimental e eletrónica ao rock, abrindo a sessão inaugural do festival.

No dia 8 de fevereiro, Mazgani regressa ao evento com “Cidade de Cinema”, o seu primeiro disco integralmente em português, enquanto Ana Lua Caiano explora a fusão entre a tradição musical lusa e a eletrónica. Selma Uamusse e Emmy Curl são os nomes confirmados para 15 de fevereiro. Trazem sonoridades que vão desde a espiritualidade e africanidade (com influências do rock, eletrónica, afro-beat e experimental) à celebração da herança cultural portuguesa, respetivamente. A 22 de fevereiro, a Casa das Artes recebe Ana Moura, que regressa a este espaço cultural 15 anos depois para apresentar o álbum “Casa Guilhermina”, no qual assumiu pela primeira vez a escrita das suas canções.

Em março, a programação continua com The Last Internationale e Unsafe Space Garden, no dia 1. A primeira banda, nova-iorquina, promete um espetáculo eletrizante e carregado de crítica social, enquanto que a banda vimaranense traz a sua abordagem irreverente e experimental ao palco da Casa das Artes.

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, Marta Ren, uma das vozes mais emblemáticas do soul e funk portugueses, sobe ao palco, acompanhada por A SUL, projeto musical de Cláudia Sul, que transforma narrativas do quotidiano em paisagens sonoras envolventes e empáticas. No dia 15, Jorge Cruz apresenta o aguardado disco “Transumante”, num concerto intimista, no formato de viola e voz, que vai percorrer as diferentes fases da sua carreira. Diogo Zambujo, jovem cantautor bejense, assegura a primeira parte da noite com uma abordagem minimalista da tradição musical e familiar da qual é herdeiro.

O festival encerra a 22 de março com os Mão Morta, banda icónica do rock português, que prometem um concerto intenso e de forte cariz interventivo. Será uma reflexão sobre o “pós-fascismo” e a luta pela liberdade, através da mistura da música de intervenção portuguesa com o rock e experimentalismo característicos da banda.

Para além dos concertos, o Sons de Vez 2025 inclui uma exposição fotográfica no Foyer do Auditório da Casa das Artes arcuense, onde se destacam os momentos mais marcantes da edição anterior. Os bilhetes para o festival têm um preço entre 6€ e 10€ e vão estar disponíveis para compra no primeiro dia da semana de cada concerto, exclusivamente via telefone (258 520 520).