A data, instituída há quase 40 anos, é preenchida, por todo o país, por cerimónias e iniciativas de apelo à dádiva de sangue.
Comemora-se hoje, dia 27 de março, o Dia Nacional do Dador de Sangue. A efeméride pretende ressalvar o valor social e humano da doação de sangue, que pode salvar vidas.
A data foi instituída a 17 de abril de 1986, através de uma Resolução do Conselho de Ministros, presidido pelo então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva. O Dia Nacional do Dador de Sangue destina-se a atos comemorativos e ações de sensibilização para a obtenção do sangue necessário para o tratamento de doentes.
Para poder doar sangue, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) recomendam que a pessoa esteja ciente da decisão, sinta-se saudável e responda com sinceridade às perguntas do exame prévio. O dador deve reforçar a hidratação, evitar exposição solar contínua e tomar curtas refeições no dia da recolha.
A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) voltou a organizar as Dádivas de Sangue nos passados dias 24 e 25 de março, segunda e terça-feira, em Gualtar e Azurém. Houve 287 colheitas entre 426 inscritos – uma taxa de participação de 67% – superando as 238 doações de 2024.
Este ano, o evento foi organizado em parceria com os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) e o IPST. Os participantes nas Dádivas tiveram direito ao seguro do doador, estacionamento gratuito nos estabelecimentos do SNS e isenção das taxas moderadoras nos cuidados públicos de saúde.
Letícia Abreu tem 21 anos, frequenta o terceiro ano da licenciatura em Ciências da Comunicação e participou nas Dádivas de Sangue da AAUMinho. Soube do evento através de uma publicação nas redes sociais e quis “ajudar quem mais precisa”. A estudante sente que “contribuiu para algo importante, que não custou nada” e que a fez “sentir bem” com o apoio.
O vice-presidente do Departamento Social da AAUMinho, Murilo Melnek, assume ao ComUM que quiseram aproximar as Dádivas da academia. “Não foi fácil conciliar a reserva de espaços e todas as questões de aulas, exames e outras atividades que estavam a decorrer na mesma altura, mas ficamos muito felizes por ver que o trabalho, os e-mails e as ligações valeram a pena e trouxeram um aumento nos resultados, como desejávamos”, afirmou o dirigente académico.
Este ano, o Departamento Social da Associação Académica apostou tudo na divulgação desta que é uma das suas principais atividades. Murilo Melnek falou das t-shirts rosa, as quais espera “que tenham sido memoráveis e possam ser, futuramente, vistas como um lembrete imediato das Dádivas, para ajudar na divulgação”.
“Para além da divulgação presencial, também alargamos o que já era uma excelente divulgação online que tínhamos antes, agora com a criação de uma ‘Terça-Feira Sóbria’, no caso de Azurém, e uma ‘Segunda-feira sóbria’, no caso de Gualtar”, conta o dirigente estudantil. O objetivo passou por incentivar os estudantes a não consumirem álcool naquele dia, para poder doar no dia a seguir.
Murilo Melnek agradeceu à equipa do IPST, aos colaboradores da AAUMinho e à academia por terem conseguido aumentar os números de inscrições e colheitas nos dois campi. Uma segunda edição das Dádivas de Sangue 2025 vai decorrer em outubro, ficando o convite do estudante para conseguirem ainda mais doações.
Por todo o país, os centros hospitalares e associações assinalam o Dia Nacional do Dador de Sangue urgindo a dádiva. Como a importância do ato não se fica por esta data, têm-se multiplicado os apelos para que, ao doar sangue, as pessoas ajudem a salvar vidas.


