A manifestação tem como mote “Não Recuamos – Gratuitidade já”.

O Movimento Associativo Estudantil convocou uma manifestação para o Dia Nacional do Estudante, 24 de março, em Lisboa. O protesto tem como objetivo exigir o fim das propinas, maior representação nos órgãos de gestão e reforço da ação social. A concentração será no Rossio, às 14h30, seguindo em marcha até à Assembleia da República, onde estão previstas intervenções.

Entre as principais preocupações está a escassez de residências públicas, considerada um dos maiores desafios enfrentados pelos estudantes. A construção de mais alojamentos também é vista pelos alunos como urgente para garantir condições dignas de moradia. Além disso, o aumento contínuo do preço das refeições socias, que já atinge os três euros, também gera insatisfação.

Outro ponto de reivindicação é o aumento das bolsas de estudo, que atualmente são consideradas insuficientes. O movimento pede reajustes tanto no valor quanto nos critérios de elegibilidade, de modo a ampliar suporte financeiro a mais estudantes.

A saúde mental também é uma prioridade. Os alunos denunciam a falta de apoio psicológico nas universidades, apontando para a desproporção entre o número de alunos e profissionais disponíveis. Atualmente, um único psicólogo chega a atender milhares de estudantes.

A manifestação surge como resposta à possibilidade de aumento das propinas, mencionada pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação. A principal exigência é o fim das propinas, garantindo igualdade para todos os estudantes e colocando fim a barreiras financeiras.

Até agora, 19 associações estudantis de diversas universidades confirmaram presença em Lisboa. Entre elas AEFCSH, AEESTC, AEFBAUP, AEFPIE – UL, AEISPA, AEMAE, AEFLUL, AEFBAUL, AESAD, AAC, AAUAçores, AAUALG, AAUAv, AAUBI, AAUE, AAUL, AAUMinho, AAUMadeira e AAUTAD.