Um dia inteiro de atividades culturais e criativas para todas as idades assinala o 9º aniversário da Casa da Memória de Guimarães.

No coração de Guimarães, a Casa da Memória prepara-se para viver um dia repleto de animação, partilha e reflexão. No dia 25 de abril, sexta-feira, este espaço simbólico da cidade comemora o seu 9.º aniversário com um evento gratuito pensado para reunir famílias inteiras em torno dos valores da liberdade, da criatividade e da identidade coletiva.

Das 10h00 até ao anoitecer, a programação transforma a Casa e os seus arredores num palco vivo de experiências que vão da arte à música, da leitura à gastronomia. Oficinas criativas, espetáculos para crianças e bebés, jogos ao ar livre, leituras públicas e até um baile popular são apenas algumas das propostas. O encerramento do dia ficará a cargo da vibrante sonoridade dos Galandum Galundaina, grupo que dá voz e alma ao legado musical das Terras de Miranda.

Logo pela manhã, abre-se a Oficina de Serigrafia na Sala Pátria. Com o tema “Coleciona, Recorta, Imprime!”, o público poderá personalizar peças de roupa ou acessórios com ilustrações preparadas por artistas convidados, basta trazer um tecido à escolha para o transformar numa recordação original.

No exterior, a Praça Heróis da Fundação será palco dos “Jogos do Hélder”, uma coleção de jogos tradicionais e interativos desenhados para todas as idades. As brincadeiras pretendem unir gerações, promovendo a diversão como linguagem universal de pertença e cooperação.

Já na Nave do Território, quem quiser soltar a voz poderá participar em “Ler como quem Resiste”, uma ação de leitura pública onde se convida o público a declamar textos que celebram a resistência, a liberdade de expressão e os direitos humanos. O espaço estará equipado com livros, cadeiras e um microfone para que os participantes possam levantar a voz contra a injustiça, a censura, o esquecimento.

Num espírito de cidadania ativa, estará também disponível a instalação “De Voto”, onde cada visitante poderá deixar a sua opinião sobre o papel da Casa da Memória na comunidade. Sem filtros nem censura, esta ação dá voz ao público num gesto simbólico de participação democrática.

Algumas das atividades exigem a recolha prévia de bilhete, devido à limitação de lugares. Entre elas, destaca-se a oficina “Sol e Dó”, dirigida por Alexandre Sobral, que convida miúdos e graúdos a criar instrumentos musicais a partir de objetos do quotidiano, explorando os sons e ritmos como formas de comunicação e expressão coletiva.

Para os mais pequenos, o espetáculo sensorial “PaPI Opus 10”, da Companhia de Música Teatral, oferece sessões às 11h00, 15h00 e 17h30, acompanhadas de Língua Gestual Portuguesa. Esta performance propõe uma viagem lúdica pela liberdade interior, encorajando os mais novos a imaginar, inventar e expressar-se através da música.

Entre essas horas de música e espanto, acontecem também as visitas orientadas à exposição permanente da Casa. Às 12h00 e 16h00, mediadores culturais conduzirão grupos pelos corredores do espaço, revelando histórias e curiosidades relacionadas com o tema da liberdade. Além dos horários fixos, também haverá visitas espontâneas ao longo do dia.

Às 16h00, o Repositório transforma-se numa pista de dança com a oficina “Bailar em Casa”, dinamizada por Suzana Ruano. Inspirados pela música tradicional portuguesa reinventada, os participantes são convidados a deixar-se levar pelo corpo e pela alegria da dança.

O grande momento musical chega às 18h30, no Pátio da Casa da Memória. Os Galandum Galundaina sobem ao palco com os seus instrumentos únicos e sonoridades ancestrais, num concerto que promete arrancar palmas, gargalhadas e, quem sabe, mais uns passos de dança. O grupo é conhecido pelo seu trabalho de resgate e valorização do património musical do Nordeste Transmontano, misturando tradição e contemporaneidade com maestria.

E porque a cultura também se saboreia, ao longo de todo o dia haverá petiscos preparados pela chef Polyanna Marinho, com uma ementa especial inspirada em “Pão, Cravos e Liberdade”. Os comes e bebes estarão disponíveis na Cozinha da Casa, espaço de encontro e partilha à volta da mesa.

Desde a sua inauguração a 25 de abril de 2016, a Casa da Memória tem-se afirmado como um centro de interpretação dinâmica da história, cultura e identidade de Guimarães. Muito mais do que um museu, é um ponto de encontro entre memórias individuais e coletivas, entre o passado e o presente, entre a cidade e o mundo.

No dia em que se celebra a Revolução dos Cravos, a Casa convida todos a entrar, a participar e a celebrar. Porque a liberdade vive de gestos simples, como ouvir, falar, criar, partilhar, e de espaços que a acolham com braços abertos.

Toda a programação está disponível nos sites www.aoficina.pt e www.casadamemoria.pt, onde é possível consultar horários e detalhes das atividades.