Estas atividades vão ter entrada gratuita.
O próximo domingo traz muitas novidades ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), na cidade berço. 27 de abril é o último dia das exposições apresentadas durantes os últimos meses, mas é também o dia do lançamento dos cadernos de exposição.
Estes objetos documentam, com diversos materiais, três dos novos projetos: “Canções para um burro morto”, “Milagro” e “CHÃO”. Domingo, pelas 16h00, será a última oportunidade para visitar estas exposições, bem como assistir à sessão de projeção dos dois filmes dos artistas Mauro Cerqueira e Flávia Vieira.
“Amazigh – Tecer estradas a caminhos” (2025) é o título do filme de Mauro Cerqueira que explora a experiência do artista, numa visita a Marrocos. A obra de Flávia Vieira, “El Otro Color” (2025), partilha a história da árvore Pau-brasil. Este vídeo reflete criticamente sobre o papel da cor preta no imaginário ocidental.
Este último dia promove as exposições “Canções para um burro morto”, de Mauro Cerqueira, “Milagro”, de Flávia Vieira, e “CHÃO”, de Carmela Gross. Tomam lugar ainda as sessões com Fuentesal Arenillas, Ghislaine Leung, Gordon Matta-Clark / Museo Nacional de Bellas Artes (Chile), Lorenza Böttner, Márcia X e Ricardo Ventura, Pepe Espaliú, Pope. L, Ricardo Basbaum, Teresa Silva, Trisha Brown, Tunga.
A primeira exposição individual, em Portugal, de Mauro Cerqueira, “Canções para um burro morto”, é o resultado de duas viagens do artista a Marrocos. Cada uma dessas visitas contribui de forma distinta para este seu projeto, que pretende capturar as experiências vividas, explorar lugares e histórias desconhecidas. A mostra é constituída por pinturas, vídeos, sons e poesia, unidos na representação das viagens.
“Milagro” de Flávia Vieira é um diálogo aberto e contingente com os artefactos pré-colombianos da coleção do CIAJG. A atividade é realizada em duas salas e conta com 33 objetos provenientes de diversas culturas que ocuparam parte do território da América Central e do Sul., entre 500 a.C e 1532 d.C. A artista foca o seu trabalho em questões relacionadas com a cultura, história, política, identidade, representação coletiva, entre outros temas semelhantes.
Júlia Coelho, Marta Mestre e Renan Araújo são responsáveis pela curadoria da exposição-coreografia “CHÃO”. Esta iniciativa debate sobre a ideia de altura e uma reflexão sobre como seria a nossa existência se o nosso corpo estivesse próximo do chão. O projeto é representado através da arquitetura como símbolo de um corpo perfurado, cortado e atravessado. Alguns dos objetivos desta exposição são aproveitados de projetos anteriores.
Este dia é também uma oportunidade de conhecer as exposições anuais como “Heteróclitos: 1128 objetos”, que expõe toda a coleção do CIAJG, composta por arte africana, europeia, pré-colombiana e chinesa antiga, e ainda, obras de José de Guimarães. As atividades promovem um encontro entre o público e os artistas das exposições que partilha. A atividade editorial acompanha as atividades do centro com dois objetivos principais: documentar as exposições através de imagens e sugerir bases críticas e discursivas para o trabalho dos artistas convidados.
O público de todas as idades pode visitar as exposições de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h00, e ao sábado e domingo, das 11h00 às 18h00. A informação sobre a programação pode ser encontrada em www.aoficina.pt e www.ciajg.pt. A entrada geral para visita ao CIAJG tem o valor de 4 euros, sendo gratuita aos domingos de manhã (11h00–14h00) e em qualquer dia/horário para crianças até 12 anos.


