A Escola de Psicologia da Universidade do Minho (EPsiUM) comemorou, na passada quarta-feira, no seu 16º aniversário, com uma cerimónia realizada no auditório do Instituto de Educação da UMinho. O evento contou com intervenções de Pedro Rosário, presidente da EPsiUM, e Joana Lisboa, presidente da Associação de Estudantes de Psicologia. Durante a iniciativa, foram entregues prémios escolares aos estudantes, assim como prémios de reconhecimento de 25 anos de trabalho na Psicologia a docentes, investigadores e técnicos, administrativos e de gestão.
Pedro Rosário destacou o papel de relevo que a EPsi ocupa a nível nacional, considerando-a “um farol na psicologia de Portugal”. “Estamos muito contentes por mais um ano de festa. A escola tem crescido muito, especialmente no serviço à comunidade e na oferta educativa. Somos mais professores, mais investigadores e mais alunos. A escola de Psicologia tem 16 anos, mas a Psicologia na UM tem mais de 30 anos. Daí também ser importante reconhecer quem, há mais de 25 anos, trabalha em prol da Psicologia na UM”, afirmou o presidente da Escola de Psicologia.
De forma complementar, Joana Aguiar e Silva, vice-reitora da Universidade do Minho, também elogiou os contributos da EPsi para o prestígio da instituição. “A EPsi é uma escola que dá um grande orgulho à UMinho pelo serviço que presta a esta instituição e à comunidade bracarense. É uma das escolas de excelência na interação com a sociedade, tendo uma particular dinâmica de ligação com a sociedade. Esta escola tem uma importância nuclear para a UMinho, ajudando toda a instituição a demarcar-se em vários planos”. Joana Aguiar e Silva confessou, ainda, “uma grande preocupação com a dependência de financiamento externo”, visto que “o atual cenário político e militar condiciona a investigação que esta escola poderá fazer”. “Atualmente, estamos perante uma mercantilização da ciência e do conhecimento que prejudica a missão desta escola e da própria universidade”, acrescentou.
Além dos problemas referidos, a falta de habitações a preços acessíveis também foi um tema discutido, uma vez que pode constituir um entrave ao aumento do número de alunos. Pedro Rosário alertou que os principais desafios de qualquer escola ou universidade estão sobretudo relacionados com a cidade, dado que “o custo de habitação em Braga tem subido muito e isso poderá afastar talento desta escola”. “É uma problemática que não tem nada a ver connosco e que, felizmente, ainda não afetou o nosso número crescente de alunos, mas poderá levantar problemas graves no futuro”, concluiu.


