O Velório e as Serenatas arrancaram as festividades do Enterro da Gata.
Iniciaram as festividades académicas esta sexta-feira, dia 9 de maio. O espírito estudantil fez-se sentir desde a estação de comboios até à Sé de Braga.
De caixão ao ombro, a Ordem Profética da Universidade do Minho (OPUM DEI) carregou a Gata pelas ruas de Braga. Dezenas de estudantes acompanharam o percurso, marcado ao compasso da Solene Banda de Música.
A Gata chegou finalmente ao Largo do Paço, mesmo em frente à Reitoria da universidade. A OPUM DEI declarou: “A Gata morreu!” O grupo leu o testamento, marcado pela sátira e as fortes palavras de pesar. As festividades estavam oficialmente abertas.
Ao fundo, ouvem-se as cordas de uma guitarra portuguesa. Um mar de trajes pretos e tricórnios da mesma cor cobrem o largo da Sé de Braga.
As vozes do Sina, grupo de fados da AAUMinho, foram a banda sonora perfeita para o momento. Durante as doces e melancólicas melodias, as capas foram traças e um novo brilho surgiu nos olhares dos estudantes. No fim de cada atuação, os tricórnios agitaram-se no ar, num agradecimento silencioso por uma noite inesquecível.
As lágrimas derramadas têm significados distintos. Os finalistas choram pelo fim de um ciclo; os caloiros, por aquele que vai agora se iniciar. A cerimónia parece sempre igual para quem a vê de fora. Para quem a vive, é um sentimento único, incomparável.


