Resolver infiltrações e melhorar as condições estruturais são os principais objetivos da intervenção.

A Universidade do Minho vai avançar com obras no Edifício dos Congregados, em Braga, onde decorrem atualmente as aulas do curso de Música. A confirmação chegou esta segunda-feira, pela voz do reitor Rui Vieira de Castro, durante a reunião do Conselho Geral da instituição.

O tema surgiu depois de Miguel Martins, representante dos estudantes naquele órgão, ter apresentado um conjunto de queixas relacionadas com as condições do edifício. “Recebi um conjunto de situações levantadas pelos estudantes, que vão desde a degradação das infraestruturas, nomeadamente humidade das paredes e infiltrações, instalações sanitárias em condições insatisfatórias, acessibilidade reduzida para pessoas com mobilidade condicionada, equipamentos audiovisuais desatualizados, escassez de tomadas elétricas e de condições para o estudo em grupo, serviços académicos insuficientes, ausência de biblioteca e recursos de consulta”, apontou.

Em resposta, o reitor garantiu que uma intervenção está já prevista e que terá como prioridade a resolução dos problemas de infiltração que afetam o edifício. Admitiu que as condições atuais são “deficientes para a atividade” ali desenvolvida, mas aproveitou também para lembrar o esforço mais alargado que a universidade tem feito na renovação das suas infraestruturas. “É preciso estar bastante desatento àquilo que se vai passando na universidade para não se reconhecer as transformações que estão, neste momento, a ocorrer na infraestrutura pedagógica”, afirmou. Ainda assim reconheceu que “permanecem evidentemente questões críticas”.

A reunião decorreu no Largo do Paço, em Braga, e voltou a trazer à tona a necessidade urgente de garantir melhores condições para os estudantes de Música da UMinho, que continuam a trabalhar num espaço longe do ideal. A expectativa é que as obras possam, finalmente, dar resposta a um problema já há muito identificado pela comunidade académica.