O Bar Académico foi encerrado na sequência do assassinato de um jovem, numa rixa nas imediações do edifício, na madrugada de 12 de abril.

A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) reabriu os espaços afetos aos Grupos Culturais da academia minhota na sua sede, na Rua D. Pedro V, no passado dia 1 de julho. A ala do edifício, localizada no rés-do-chão, está ligada ao Bar Académico.

O presidente da AAUMinho, Luís Guedes, adiantou a novidade à RUM: “O objetivo é que todos os grupos possam voltar a aceder ao espaço. Alguns vão regressar já na totalidade, outros ainda estão a pensar”, explicou. A vistoria e reabertura das salas foi realizada em articulação com a Reitoria da Universidade e com o Comando Distrital da PSP.

Em comunicado, a Direção da AAUMinho reconheceu que as “atuais condições do edifício não são as ideais”, mas entende que a “reabertura parcial” representa, neste momento, a “melhor solução possível” para garantir que os Grupos Culturais retomam a sua atividade. Luís Guedes apontou, à RUM, que as alternativas encontradas nos meses anteriores prejudicavam a logística, a qualidade e a regularidade dos ensaios das tunas.

A Direção da AAUMinho exaltou o “papel essencial” dos Grupos Culturais na “promoção de uma verdadeira integração dos estudantes” e como agentes fundamentais da ligação entre a academia e a cidade de Braga, “afirmando a UMinho como uma instituição aberta, participativa e culturalmente ativa”. A Associação deseja que este “regresso a casa” permita que as tunas “retomem a sua atividade com o nível de excelência” a que habituaram a academia.

A Universidade do Minho mandou encerrar, por tempo indeterminado, o Bar Académico, 4 dias após o assassinato de Manuel Gonçalves, conhecido como “Manu”, de 19 anos, nas imediações do espaço. O homicídio teve grande repercussão a nível nacional e motivou duas tentativas de vandalismo ao edifício.