Este ano marca 15 anos desde a era do cabelo vermelho vibrante de Rihanna. O seu quinto álbum de estúdio, Loud (2010), é a expressão perfeita de positividade e libertação sexual, sendo considerado o projeto mais “Rihanna” até então. O projeto contou com a colaboração de 27 compositores, 32 produtores e artistas como Drake, Nicki Minaj e Eminem.
Um ano após o álbum catártico Rated R (2009), onde a artista despejou as suas frustrações sobre o abuso que sofreu, Loud volta ao pop efervescente. A amostra disso é o primeiro single, Only Girl (In The World). Este evoca a euforia da música de dança de discoteca, onde cada pessoa se sente como a única que importa naquele momento. No videoclipe, a cantora está cercada por flores e fortes tons vermelhos, ressaltando o lado feminino associado à faixa. A combinação do poder feminino e sensualidade tornou a música uma das mais icónicas da carreira de Rihanna.
O segundo single, What’s My Name, marca a primeira colaboração de Rihanna e Drake. A canção explora o poder que o nome tem, tal como o hit Say My Name de Destiny’s Child. Com uma melodia R&B romântica, a cantora prioriza as suas necessidades nas letras, certificando-se de que o homem é digno dela.
O terceiro single e faixa de abertura chocante, S&M, aborda explicitamente temas como sexo, masoquismo e BDSM. As letras, que retratam fantasias sexuais, são cantadas na voz sensual de Rihanna, acompanhadas com batidas fortes e vibrantes. O videoclipe ilustra e satiriza a relação complicada da artista com a imprensa, apresentando-se a um grupo de jornalistas amordaçados usando um vestido feito de jornais. Ao longo do vídeo, aparecem várias referências irónicas como “Cox News” e “Princess of the Illuminati”. Para promover a faixa, foram lançados vários remixes, incluindo um com a participação de Britney Spears, apresentado nos Billboard Music Awards de 2011.
Cheers (Drink to That) resume perfeitamente o sentimento geral de Loud. Sem declarações ou dramatizações, Rihanna quer ignorar os haters e aproveitar o fim de semana: “Life’s too short to be sittin’ around miserable“, “People are gonna talk whether you’re doin’ bad or good.”
Raining Men, com Nicki Minaj, fala sobre a oferta infinita de homens disponíveis: “Ladies, don´t worry ‘cause they got plenty more/ Men be fallin’ like the rain, so we ain’t runnin’ out”. Embora seja inspirada no hit It’s Raining Men, de The Weather Girls, a música é bem diferente, sendo animada e excêntrica. A faixa foi bastante criticada por ser um pop básico, parecendo até inacabada.
Os últimos dois singles Man Down e California King Bed são completos opostos. Produzida por The Runners, California King Bed é uma balada de rock, perfeita para um filme de romance. Já Man Down, produzida por Shama Joseph, incorpora o reggae das Caraíbas com letras que retratam uma mulher a contar à mãe que matou um homem.
O álbum conclui-se com o sucesso mundial, Love the Way You Lie, com Eminem. Love the Way You Lie (Part II) foi produzido por Alex da Kid e tem a cantora como vocalista principal. Nesta versão, visualizamos aspetos de uma relação na perspetiva feminina. No original, com Eminem como vocalista principal, é abordada a perspetiva masculina.
Um aspeto proeminente no álbum é a voz sensual de Rihanna. A artista revelou que antes de cantar toma uma pastilha para a garganta e fuma um cigarro, gostando do efeito rouco que dá à sua voz.
Loud é um marco na carreira de Rihanna, sendo o renascimento depois de uma era sombria. Apesar da cantora não ter créditos de escrita neste álbum, é possível perceber a sua evolução artística e conexão com as faixas. Combinando ousadia e vulnerabilidade, o álbum simboliza um momento de libertação, pessoal e artística.



