Sei que tudo tem um fim. Como não podia ser diferente, o mesmo acontece com a minha passagem pelo ComUM. Aquele que foi sem dúvida dos melhores projetos que integrei e do qual saio bastante orgulhosa. No início do mandato, escrevi um editorial com o coração cheio de entusiasmo e uma pontinha de nervosismo. Hoje, escrevo com o mesmo coração, mas cheio de histórias, conquistas e aprendizagens.
Lembro-me de dizer que o ComUM é uma ‘escola de vida’ e não me enganei. Saio daqui com a certeza que o grupo que abraça este jornal aprende a crescer e a errar, mas sobretudo a dedicar-se e a empenhar-se para que tudo corra pelo melhor.
Ser diretora do ComUM foi muito mais do que coordenar equipas, organizar eventos ou rever artigos. Foi aprender a ouvir, confiar e gerir imprevistos e emoções. Numa caminhada há sempre os caminhos planos e as colinas, que são mais difíceis de subir e que por vezes até nos fazem cair e tropeçar, mas o que importa é chegar ao fim. É assim que levo a minha jornada no ComUM, com altos e baixos, mas cresci, como profissional e também a nível pessoal. Quero ressaltar, que o jornalismo, mesmo feito em contexto académico, exige rigor, ética, empatia e paixão.
As notícias ganharam forma, fossem elas no digital, nas redes, no formato texto, vídeo ou áudio. Os redatores superaram-se e aprenderam. Inovámos juntos! As ideias que outrora estavam no papel saíram e ganharam vida: desde a reestruturação de um podcast que abrangesse todas as seções e todos os assuntos do mundo a rubricas como o ‘Time-Out’ que levou o desporto de forma atrativa a casa dos nossos leitores; passando pela dinamização das nossas redes sociais à realização de diversas atividades e formações que permitiram que a nossa equipa aprendesse fora das salas de aula.
Também a criação e renovação de parcerias foi uma das apostas deste mandato. Acreditamos que o jornalismo académico não se constrói isolado e, por isso, valorizámos cada oportunidade de diálogo com outros projetos semelhantes. A presença do ComUM nas Jornadas D’O Torgador’, jornal académico da UTAD, foi uma dessas experiências marcantes. Um momento enriquecedor, feito de troca de ideias, reflexões e desafios comuns, que nos permitiu repensar sobre o futuro do jornalismo académico. Espero que estes encontros se possam expandir a outros locais e a outros jornais, para que continuemos não só a trocar contactos, mas também paixões, inquietações e aprendizagens.
Fico feliz que o ComUM se esteja a tornar naquilo que sempre vi dele, um local de alunos para alunos, onde grupos de amigos e colegas se juntam porque gostam de fazer jornalismo e têm vontade de informar a academia minhota. O ComUM tem um espaço enorme para crescer e sei que vai evoluir muito. Ao longo dos anos, vemos diferenças notórias e isso deve-se ao esforço da equipa que por detrás dele resiste.
Um agradecimento especial a todos os redatores que contribuíram para o funcionamento do jornal e em tom de maior carinho à minha direção: Joana Antunes, subdiretora e companheira desta viagem desde o dia um, à equipa de editores, coordenadoras de departamentos e ainda ao grupo de locução do podcast Senso Incomum, que estiveram lá para organizar e orientar tudo. Nada disto era possível sem vocês.
Obrigada a este jornal por me mostrar que aquilo que antes pensava como um sonho, vejo como vocação. Vou ter sempre orgulho em dizer que fiz parte deste jornal. Acaba a minha vez, mas começa a de mentes jovens com a motivação em dobro para elevar o ComUM. Passo, com muito orgulho, a pasta a João Carvalho, a quem confio este trabalho e sei que está pronto para assumir o leme e a guiar a equipa minhota. Desejo-lhe muita coragem e sorte. O ComUM está em boas mãos e continuará a ser um farol para quem chega. Continuem com o verdadeiro espírito do ComUM, pensem diferente!


