Investigadores e voluntários juntam-se para ajudar na pesquisa do fortificado do século XVII, junto ao Rio Minho.

A iniciativa trata-se do primeiro campo de voluntariado arqueológico internacional na zona fronteiriça luso-galega e inclui trabalhos práticos de escavação e documentação do forte setecentista. A investigação inclui também visitas aos trabalhos em curso e a fortalezas próximas, recolhas de memórias orais, oficinas temáticas e conferências em bares, criando uma ligação da população na pesquisa e da salvaguarda do seu património.

A arqueóloga Rebeca Blanco Rotea, da Universidade do Minho, lidera a equipa que tem como objetivo desvendar uma estrutura utilizada na Guerra da Restauração. Esta investigadora do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) da UMinho e colaboradora da Unidade de Arqueologia da UMinho tem um extenso percurso na área, tendo conduzido pesquisas em Arcos de Valdevez, Pontevedra, Lugo, Orense e Corunha, entre outros.

“Estamos a envolver habitantes, estudantes, investigadores, comunicadores e agentes socioculturais, contribuindo de forma exemplar para a sua formação, para a construção da memória coletiva, para a cooperação transfronteiriça e para um maior conhecimento histórico do noroeste ibérico”, afirma Rebeca Blanco Rotea. O programa decorre até 16 de setembro e insere-se no projeto Fortalezas da Fronteira, cofinanciado pela Xunta de Galicia, executado pelas universidades do Minho e de Santiago de Compostela (USC) e apoiado por associações locais.