Com a música como linguagem universal e a entrada gratuita como convite inclusivo, o festival promete dois dias de encontro entre gerações, artistas e público.
Nos dias 12 e 13 de setembro, os jardins do Centro Cultural Vila Flor (CCFV), em Guimarães, voltam a acolher o Manta, festival que inaugura a temporada cultural da cidade. Este ano, o evento coincide com as comemorações do 20.º aniversário do equipamento cultural.
O festival arranca na sexta-feira, às 21h30, com os Hot Air Balloon, composto por Tiago e Sarah Jane. Conhecida pela sonoridade folk-pop e pelas letras que transformam vivências pessoais em narrativas universais, a dupla apresenta-se em formato acústico nos jardins do CCVF.
Às 22h30, sobe ao palco Sérgio Godinho, acompanhado pela sua banda de longa data, Os Assessores. O concerto, intitulado Liberdade25, celebra a carreira do “homem dos sete instrumentos” e o legado de cinco décadas de canções que se confundem com a história recente do país.
O segundo dia começa com atividades pensadas para os mais novos e para famílias, dinamizadas pelos WeTumTum. Às 10h00 realiza-se um concerto para bebés (WAKA), seguido de oficinas de Percussão Corporal (11h30) e Cerâmica Musical (15h00). A participação é gratuita, mediante levantamento de bilhete no Palácio Vila Flor.
À noite, a programação regressa aos concertos. Às 21h30, Bia Maria apresenta o seu álbum de estreia, “Qualquer Um Pode Cantar”, um registo de “pop comunitária” que sucede a três EPs e que afirma a sua voz entre o canto popular, o fado e a bossa nova.
O encerramento cabe a Rodrigo Amarante, às 22h30, com o seu mais recente trabalho Drama. Ex-membro dos Los Hermanos e da Orquestra Imperial, Amarante traz a Guimarães um espetáculo intimista e cinematográfico, onde cada canção se revela como fragmento de uma narrativa maior. No final de ambas as noites, ocorrem os concertos com um DJ set de DJ Ideal, alter ego de José Pedro Santos, conhecido pela sua versatilidade no cenário musical independente.
O Manta, que desde 2007 abre a temporada do CCVF, reforça este ano a sua ligação à comunidade ao combinar concertos de artistas consagrados, descobertas musicais e atividades de mediação cultural. Para além de um cartaz diversificado, a edição de 2025 simboliza também a celebração de duas décadas do centro cultural, cuja programação tem marcado o panorama artístico nacional.


