Colin Andrew Firth nasceu em 1960, em Grayshott, Hampshire (Inglaterra), filho de professores. Desde jovem interessou‐se por teatro, tendo, aos 18 anos, entrado para o National Youth Theatre e, em 1980, entrou no prestigiado Drama Centre London. Três anos depois estreou-se no West End, no musical “Another Country”. Celebramos, a 10 de setembro, os seus 65 anos, ao relembrar a carreira singular do ator.
Durante os anos 80, trabalhou em vários projetos de teatro e televisão. Já em 1988, foi elogiado por críticos ao interpretar um soldado britânico ferido na Guerra das Malvinas no telefilme, “Tumbledown”, papel que lhe valeu a sua primeira indicação ao BAFTA. Apesar do esforço, apenas em meados da década de 1990, Firth teria o seu grande salto à fama.
A consagração veio pela televisão. Em 1995, Firth foi escolhido para viver Fitzwilliam Darcy, na minissérie “Orgulho e Preconceito”, adaptação da obra de Jane Austen, papel que tornou Firth numa estrela global. Inspirada pela imagem de Darcy, a escritora Helen Fielding admitiu que o ator serviu de modelo para criar o personagem Mark Darcy de “Diário de Bridget Jones”. O ator reveste‐se então de humor e charme ao assumir Mark Darcy nas adaptações cinematográficas de 2001, 2004, 2016 e 2025 (“O Diário de Bridget Jones”, “O Novo Diário de Bridget Jones”, “O Bebé de Bridget Jones”, e “Bridget Jones: Louca Por Ele”).
Neste período, alternou ainda entre dramas e comédias: interpretou o pintor Vermeer em “Rapariga com Brinco de Pérola” (2003) e contracenou em filmes como “A Paixão de Shakespeare” (1998) e “Nanny McPhee – A Ama Mágica” (2005).
Colin Firth não se fechou num único género, destacando-se também em comédias românticas, como “O Amor Acontece” (2003) e “Marido por Acidente” (2008). Em 2008, protagonizou o musical “Mamma Mia!” ao lado de Meryl Streep e Pierce Brosnan, fenômeno de bilheteira que arrecadou mais de 538 milhões de dólares.
Posteriormente, interpretou personagens marcantes em diversos universos: foi Aurelius, em “A Última Legião” (2007), Harry Deane, em “Um Golpe Perfeito” (2013), e até o antagonista, em “O Regresso de Mary Poppins” (2018). Esta diversidade de papéis reforçou a sua imagem de ator camaleão.
O ápice artístico de Firth deu-se com “O Discurso do Rei” (2010). Ao dar vida ao rei gago George VI, o ator foi aplaudido pelos críticos e colecionou prémios importantes. Em fevereiro de 2011, levou consigo o Oscar de Melhor Ator, depois de já ter recebido, no mesmo papel, o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme Dramático. Na cerimônia dos SAG Awards, também venceu como Melhor Ator, e nas premiações seguintes continuou a figurar entre os favoritos. No mesmo ano, a Rainha Elizabeth II concedeu-lhe a honraria de Commander of the Order of the British Empire (CBE), reconhecimento oficial pelas suas contribuições às artes britânicas.
Em 2015, participou no sucesso “Kingsman: Serviços Secretos”. Em 2018, voltou a encarnar Harry Bright, um dos pais na continuação “Mamma Mia! Here We Go Again”. No início dos anos 2020 migrou para a televisão, ao protagonizar a série “The Staircase” (2022), como o escritor Michael Peterson, papel que lhe valeu uma nomeação ao Emmy.
Ao longo de mais de 30 anos de carreira, Colin Firth tornou‐se sinónimo de ator britânico de classe e versátil, caracterizado por interpretar personagens inicialmente reservadas que aos poucos se mostram emocionalmente vivas. Esta imagem pública, combinada à sua formação clássica, fez dele um dos principais embaixadores do cinema britânico no mundo.






