Os resultados no Baixo Minho dão vitória ao PSD e respetivas coligações em nove autarquias, ao PS em três e aos independentes em duas.
Este domingo, os portugueses foram a votos para a câmara e assembleia municipais e a assembleia de freguesia. Com todas as urnas fechadas, o distrito de Braga confirma a tendência nacional de um mapa liderado pelo laranja. O PSD, em coligação ou em lista própria, garantiu a eleição de nove presidentes de câmara, incluindo no quadrilátero urbano. Por outro lado, o Partido Socialista continuou a obter vantagem nas assembleias de freguesia, concentrando quase 32% do total de votos no geral. Foram às urnas 68,46% dos cerca de 784 mil eleitores inscritos.
Na capital do distrito, Braga, os resultados estiveram renhidos. Com 276 votos de diferença em relação à coligação PS/PAN de António Braga, a coligação Juntos por Braga (PSD/CDS/PPM) garantiu os votos de 24,50% dos eleitores. Ambas as propostas conseguiram eleger três vereadores para a câmara municipal, assim como a do movimento independente Amar e Servir Braga, de Ricardo Silva (20,01% dos votos). A Iniciativa Liberal e o Chega conseguiram, também, a eleição de um vereador. João Rodrigues é, assim, o terceiro autarca do concelho, continuando o legado do social-democrata Ricardo Rio, que ocupou o cargo desde 2013 após 37 anos de liderança do PS com Mesquita Machado.
Em Guimarães, o panorama político sofreu uma alteração que derrotou a liderança de 36 anos do Partido Socialista. A coligação PSD/CDS/PPM, do novo autarca Ricardo Araújo, garantiu 45,33% dos votos, contra 37,50% dos socialistas. Na assembleia municipal, a coligação vencedora também trocou com o PS na eleição do maior número de deputados (25).
Esta coligação conseguiu, igualmente, a vitória em Vila Nova de Famalicão, com quase 50% dos votos para a câmara e a assembleia do município. Desta forma, Mário Passos foi reeleito presidente da câmara para um segundo mandato.
O mesmo sucedeu com o barcelense Mário Constantino. O candidato da coligação CDS/PSD voltou a ser eleito com uma esmagadora maioria (56,02%). Para além da vitória da coligação na assembleia municipal com 38 dos deputados eleitos, contra 18 do PS, Barcelos foi o único concelho do Baixo Minho onde o Livre elegeu um mandato.
O primeiro sinal de variedade foi sentido no concelho de Fafe, no qual o PS de Antero Fernandes venceu a câmara municipal com 57,54% dos votos e a preferência de todas as freguesias. Este foi o único concelho, para além de Vila Nova de Famalicão, que conseguiu eleger um deputado da CDU para a assembleia.
Em Vila Verde, encontra-se a única mulher eleita presidente de câmara no distrito, com o apoio de mais de metade dos seus eleitores. Júlia Fernandes, do PSD, ocupa o cargo desde 2021. Este foi, também, o único município minhoto onde o Chega ficou em segundo lugar na votação para a assembleia, elegendo sete deputados e arrecadando cerca de 250 votos a mais que o PS.
Um dos dois concelhos do distrito onde a câmara e a assembleia municipais foram ganhas pelos independentes foi Esposende. O movimento “Mudança por Todos” travou 36 anos de governo do PSD, apesar de Carlos Silva, agora presidente da câmara, já ter sido presidente da assembleia municipal por este partido.
Foi no concelho mais pequeno, Vizela, que também os independentes obtiveram a vitória por uma larga margem. Victor Hugo Salgado, presidente da câmara desde 2017 pelo PS, foi reeleito pelo Movimento Independente Vizela Sempre com 72% dos votos, quase quatro vezes mais que a coligação PSD/IL/CDS.
Com o historial de uma eleição que acabou renhida entre o PS e o PSD em 2021, a Póvoa de Lanhoso deu, desta vez, uma vitória ao PS com uma margem mais segura. O partido elegeu 12 deputados para a assembleia municipal, mais dois que o PSD/CDS, e Frederico Castro foi reeleito presidente da câmara com 51,84% dos votos.
Em Celorico de Basto, o social-democrata José Peixoto Lima alcançou uma vitória expressiva de 60%. Em segundo lugar ficou a coligação PS/NC, com 31%. Na votação para a assembleia municipal, o partido vencedor perdeu cerca de 5% e o Chega, que ganhou um deputado, obteve quase 3% mais votos relativamente à votação para a câmara municipal.
O PSD voltou a vencer em Amares, mas perdeu a maioria absoluta obtida há quatro anos. Num concelho com dois movimentos independentes a irem a eleições e ganharem dois mandatos cada um para a assembleia municipal, Emanuel Magalhães é o novo presidente da câmara com 36,28% dos votos.
Já em Cabeceiras de Basto o panorama político sofreu uma reviravolta. Enquanto, em 2021, o PS tinha obtido cerca de 42% dos votos e a coligação PSD/CDS cerca de 27%, nestas eleições autárquicas, a situação inverteu-se. O novo presidente, Manuel Teixeira, devolve, assim, as cores da social-democracia ao concelho depois de três décadas.
Com 58%, Vieira do Minho elegeu o socialista Filipe Oliveira para presidente da câmara, destronando o governo do PSD. Por fim, em Terras de Bouro, o PSD de Manuel Tibo venceu com 70% dos votos, elegendo 4 vereadores no concelho.


