O ténis, ao longo da sua história, teve várias rivalidades que deixaram uma marca, não só na modalidade como também nos seus adeptos. Desde Bjorn Borg x John McEnroe, Jimmy Connors x Ivan Lendl, Sampras x Agassi ao famoso Big Three, constituído por Nadal, Federer e Djokovic. Nos dias que correm, há uma nova rivalidade a emergir no desporto da bola amarela: Jannik Sinner vs Carlos Alcaraz.
Começando pelo mais novo dos dois, Carlos Alcaraz, nascido a 5 de maio de 2003 (22 anos) em Múrcia, deixou a sua marca mal se tornou profissional, dando de imediato provas de que seria uma estrela no futuro. Em 2020, com apenas 16 anos e na sua primeira partida num quadro principal de um torneio ATP, mais precisamente no ATP 500 do Rio de Janeiro, triunfou frente ao compatriota Albert Ramos, pelos parciais de 7-6, 4-6 e 7-6. O resto? O resto é uma trajetória pontuada de brilhantismo.
Desde então, já conquistou seis Grand Slam, oito Masters 1000, 24 títulos no total, foi medalha de prata nos jogos olímpicos de Paris e tornou-se o mais novo número um do ranking ATP. E recorde-se, tudo isto com apenas 22 voltas ao sol. Um autêntico predestinado.
Já o seu grande rival, Jannik Sinner, não tinha, até há relativamente pouco tempo,o estatuto de estrela como o espanhol. É verdade que o tenista de 24 anos, nascido a 16 de agosto de 2001 e natural de San Candido, foi amealhando títulos e realizando boas prestações, mas apenas em 2024 se consolidou como um dos melhores jogadores da atualidade. Só nessa época, Sinner conquistou oito títulos, incluindo os seus dois primeiros Grand Slam, três Masters 1000, as ATP Finals e ascendeu ao primeiro lugar do ranking ATP a 10 de junho, lugar que ocupou até ao US Open deste ano, sendo destronado pelo seu arquirrival, Carlos Alcaraz.
Apresentados os dois astros do momento, no que ao ténis diz respeito, está na altura de falar da rivalidade em si. E que rivalidade é esta! Quando se defrontam, parece que estamos a assistir a uma autêntica batalha de gladiadores. É um choque de estilos de jogo e de personalidades. Alcaraz empolga o público com as suas jogadas deliciosas. Não há nada que o atleta de 22 anos não consiga fazer num court de ténis.
Por seu turno, o italiano pode não demonstrar quase emoção alguma quando joga, mas é um animal competitivo. Usa a sua consistência e a sua qualidade do fundo do court como a principal arma do seu jogo.
O ponto alto desta rivalidade foi, sem sombra de dúvidas, a final de 2025 de Roland Garros. Numa batalha épica de cinco horas e 29 minutos, Sinner dispôs de três pontos de encontro no quarto set, não conseguindo, contudo, aproveitar nenhum. Alcaraz tomou então o controlo jogo e deu a volta à final de forma categórica.
Quando se podia pensar que este momento iria abalar Jannik Sinner, eis que o tenista de San Candido triunfa em Wimbledon, cerca de um mês depois, frente ao mesmo Alcaraz. Já no US Open, os dois voltaram a confrontar-se na terceira final consecutiva, tendo a vitória sorrido, mais uma vez, ao espanhol de Múrcia.
Esta rivalidade tem vindo a espelhar-se pelos principais courts mundiais com embates recheados de tal espetacularidade e consistência que se adivinha difícil para os restantes adversários intrometerem-se e assaltarem os dois primeiros lugares do ranking ATP. Sendo assim, a pergunta que se impõe é: Será que num futuro próximo teremos a reedição do famoso Big Three?


