Na última semana de setembro, o IPVC participou numa conferência em França, que reuniu representantes das nove instituições parceiras do evento.

No encontro de três dias na Université de Techologie de Compiègne participaram docentes, não docentes e estudantes. A cimeira contou, ainda, com a presença de entidades externas, como a CIM do Alto Minho e a Agência Nacional Erasmus +.

A cimeira internacional SUNRISE juntou instituições de oito países europeus. Com o apoio da Comissão Europeia, este encontro contou com um financiamento global de 14,5 milhões de euros.

A comitiva do Politécnico de Viana do Castelo foi liderada pela vice-presidente para a Internacionalização, Ana Paula Vale, que sublinhou a importância de articular “a ação local com o impacto global, lado a lado com a comunidade e o tecido empresarial”. Destacou ainda o papel estratégico da transferência de conhecimento para o território e a relevância das parcerias internacionais.

Dando sinal do seu papel enquanto mecanismo de ligação entre o ensino superior, as comunidades locais e a Europa, a comitiva vianense contou ainda com a presença de dois elementos externos à instituição. O presidente da CIM do Alto Minho, Manuel Batista, salientou as necessidades e as potencialidades da região, já Carla Ruivo, da Agência Nacional Erasmus+, aproveitou para falar das políticas de boas práticas e das estratégias da Agência Nacional.

Ana Paula Vale reforça que “a prova de que o Politécnico de Viana do Castelo atua em rede, gera impacto global e continua a investir numa política de internacionalização que coloca os estudantes no centro da inovação e da transformação social”. Este desenvolvimento é justificado pela participação ativa do instituto em redes internacionais e na valorização e aposta em projetos inovadores dos estudantes.

Foi também neste encontro que apresentaram os vencedores do desafio internacional LEAP SUNRISE Challenge. Juntaram-se várias instituições europeias para a criação de programas de aprendizagem inovadores, focados nas transições ambiental, digital e social.  João Monteiro, jovem de 23 anos e antigo aluno da Escola Superior Agrária, conquistou o segundo lugar com o projeto ambiental digital intitulado GAIA.

O GAIA propõe a criação de mundos virtuais poluídos, nos quais os estudantes têm de aplicar metodologias de biorremediação para “limpar” os ecossistemas digitais. Através desta experiência imersiva, é possível simular soluções para problemas ambientais reais, promovendo a consciencialização e o desenvolvimento de estratégias sustentáveis alinhadas com as metas da União Europeia.

Para João Monteiro, esta conquista representou “uma das melhores experiências” da sua vida académica e pessoal. O ex-aluno, que já está a pensar no próximo passo: ingressar num curso de mestrado na área de Gestão, salientou a oportunidade de trabalhar em equipas internacionais e de criar soluções com potencial de implementação.