De 6 a 15 de novembro, o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) volta a ser o palco principal do Guimarães Jazz, que este ano recebe nomes como Immanuel Wilkins, Maria João, Fred Hersch e Danilo Pérez.

O festival propõe criar “um espaço de liberdade criativa e de celebração da diversidade musical”, segundo comunicado enviado ao ComUM. A programação pretende equilibrar tradição e inovação, evocando o legado do jazz e o que os músicos “tentam construir para o futuro”. A 34.ª edição destaca o piano e a voz, e estende-se também ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG).

O programador Ivo Martins descreve o jazz como “um espaço de abertura para a singularidade expressada pelo músico”. Sublinha ainda a responsabilidade de promover a diversidade de estilos e linguagens, “porque só assim poderemos alcançar uma compreensão minimamente inteligível das nossas audições no contexto de um mundo instável e em fase de projeto”.

Enquanto a antecipação do festival ficou a cargo da banda alemã Botticelli Baby, que atuou a 23 de outubro, a abertura oficial será conduzida pelo saxofonista norte-americano Immanuel Wilkins, com o projeto “Blues Blood”, uma homenagem à tradição afro-americana. Segue-se o regresso de Maria João, duas décadas depois, para celebrar 40 anos de carreira com “Abundância”, espetáculo em que revisita as suas raízes africanas, acompanhada pela sua banda, um coro e a Orquestra de Guimarães. O primeiro fim de semana encerra com o trio do pianista Fred Hersch, “um nome incontornável do jazz contemporâneo”.

O segundo fim de semana abre com o quinteto do saxofonista Mark Turner. A 14 de novembro, o trio de Craig Taborn, Tomeka Reid e Ches Smith apresenta um encontro entre piano, violoncelo e bateria. O encerramento fica a cargo do pianista panamiano Danilo Pérez, acompanhado pela orquestra sueca Bohuslän Big Band, numa fusão de “classicismo e exotismo musical”.

Além dos concertos no grande auditório do CCVF, o festival inclui atuações no auditório secundário. O primeiro sábado apresenta uma sessão dupla: o Hugo Santos 5tet, vencedor do Concurso Internacional de Jazz da Universidade de Aveiro, e o contrabaixista André Carvalho, com o projeto “Of Fragility and Impermanence”, que reúne alguns dos principais nomes do jazz português atual.

A 9 de novembro, a associação Porta-Jazz apresenta o quinteto internacional liderado pela pianista Clara Lacerda, num espetáculo que cruza o jazz com a literatura, através da voz e poesia de Vasco Gato. Já a Sonoscopia encerra a programação paralela, na tarde do dia 15, com o Trio Kvelvane-Østvang-Vermeulen, formação norueguesa-belga que representa “os idiomas de experimentação” da música contemporânea.

No Convívio Associação Cultural, as jam sessions e oficinas de jazz serão conduzidas pelo Alex Hitchcock Quintet, composto por jovens músicos já com projeção internacional. O grupo atua em nome próprio a 15 de novembro e, no dia 9, junta-se à Orquestra de Jazz da ESMAE para apresentar o resultado de uma residência artística com alunos da instituição.

Os bilhetes estão disponíveis nas bilheteiras do CCVF, CIAJG, Casa da Memória, Loja Oficina e Fornos da Cruz de Pedra, bem como online em oficina.bol.pt. O Guimarães Jazz é uma organização conjunta d’A Oficina, do Município de Guimarães e do Convívio Associação Cultural.