Os alunos estrangeiros sob o estatuto de proteção temporária estão a perder bolsas de estudo e apoios sociais que necessitam.
Alguns alunos de Medicina da Universidade do Minho estão a perder os rendimentos que dependiam para viver e concluir o curso. A Agência para a Integração Migrações e Asilo (AIMA) está no processo de avaliação do estatuto de proteção temporária dos estudantes.
Em entrevista ao Jornal Expresso, uma estudante explicou que foi informada da decisão na semana passada durante uma reunião com os serviços de ação social da universidade. “Disseram-me que a bolsa ficará suspensa até que a AIMA tome uma decisão final sobre a nossa situação”, afirma. Relata ainda que em caso de recusa do estatuto, a aluna deixará de ter direito ao apoio. Trata-se de um apoio no valor de 400 euros mensais, onde são extraídos a propina.
As informações foram transmitidas verbalmente à aluna, em desacordo com o processo normal de atribuição e renovação da bolsa. “Todos os anos, as bolsas atribuídas por via automática, que é o caso destes alunos, são verificadas nos termos e prazos previstos no regulamento de atribuições das bolsas, confirmando-se o cumprimento das condições económicas e académicas, que possam alterar o valor ou a atribuição da bolsa”, informou ao Expresso um técnico de um dos departamentos de ação social.
A situação desta estudante agravou-se a oito meses do fim do curso. Além de ter visto a sua bolsa suspensa, deixou também de receber o apoio da Segurança Social no valor de 235 euros, que a ajudava a pagar as despesas básicas.


