Foram vários os grupos que se juntaram à Tun’ao Minho para celebrar a tradição.

A nona edição do Tunão aconteceu este fim de semana, 21 e 22 de novembro, no Forum Braga. Os dois dias foram preenchidos por espetáculos de grupos da casa como a Tuna Universitária do Minho (TUM), o Grupo de Percussão da Universidade do Minho (Bomboémia), o Grupo de Música Popular da Universidade do Minho (GMP) e diversas tunas femininas a concurso.

O tema desta edição eram as tradições e, como tal, o GMP abriu o espetáculo com músicas que honram isso mesmo. A viagem deste grupo iniciou com um tema do Gerês, a “Cantiga das Malhadas”, passou por Miranda do Douro, trazendo a segunda língua oficial portuguesa, o Mirandês, com o tema “Chin Glin Din”, e terminou na capital com “Gaiteiros de Lisboa”.

O mágico Gonçalo Gil entreteve o público durante os intervalos entre Grupos com truques de magia, ilusionismo e mentalismo. A Primeira Tuna a concurso a subir ao palco foi a TunaMaria, vinda de Almada, que apresentou o seu original “Não quero chamar a saudade”, o instrumental “Da Capo”, um solo com a música “Mundo” da artista Milhanas, “Rosa ao peito”, “Tempestade”, que dedicou ao público, e “Maria”.

A Ca’tuna aos Saltos, vinda da Beira Interior, foi a segunda tuna a concurso iniciando a apresentação com uma versão acapella d’ “Os Bravos”. De seguida rumaram ao Brasil com uma interpretação de “Gabriela” de Gal Costa. Voltando à Beira Interior, apresentaram o tema “Canção da Beira Serra”, seguido do solo de “Meu amor marinheiro”, o instrumental “Déjà Ecouté” e o original “Menina do alto da Serra.

Depois de mais uma intervenção do mágico Gonçalo Gil, a terceira tuna subiu ao palco. A Tuna Feminina de Biomédicas (TFB) abriu com o instrumental “El Tango de Roxanne”, seguido do tema “Te Mentiria”, o solo “Minh’ Alma”, a interpretação do tema “Alfama” de Madredeus e o original “O Porto”.

A última tuna a concurso estreou-se no Tunão e veio diretamente do Algarve. “Feminis Ferventis” começou por apresentar o instrumental de “De Ushuaia a La Quiaca” adaptado de Gustavo Santaolalla. De seguida, e para aquecer os ânimos, o tema “Musiquinha” de Deolinda, o original “Canta a cidade”, o solo “A despedida” e o Hino da Tuna.

Para encerrar a noite, a tuna anfitriã Tun’ao Minho encheu o palco iniciando a apresentação com o solo “Eternamente Maria”. De seguida foi chamada ao palco a protagonista do cartaz, a senhora Luzia, avó de uma capotilha, para um momento de agradecimento muito emocionante. Foi reforçado o quanto esta senhora representa todo um grupo que a Tun’ao Minho pretendeu homenagear neste festival, juntamente com a tradição. Assim, no espírito de honrar as mulheres que foram indispensáveis quer na vida da Tuna quer na vida de cada uma das pessoas em palco, ouviu-se o tema “Deusa do Norte”, seguido de “Sempre vens assim”, a estreia de “Inquietude” e “Embalo do Coração”.

De seguida, a Tuna anfitriã agradeceu às suas fundadoras, à ARCUM, aos seus diversos patrocinadores, aos seus amigos e familiares e a todos os que fazem a Tuna e o espetáculo dessa noite serem possíveis. Enfatizando a tradição e o quão especial ela é, agradeceram aos grupos Bomboémia, TUM e aos diversos elementos do grupo que ano após ano continuam a dar tudo no Tunão e que dia após dia dão tudo nos ensaios e atividades da Tuna.

Iniciou-se a entrega de participação, atribuída aos grupos Afonsina (Tuna de Engenharia da Universidade do Minho), Azeituna (Tuna de Ciências da Universidade do Minho), Bomboémia, TUM, Estudantina Académica de Lamego, GMP e às tunas a concurso. Os prémios foram entregues de seguida, sendo que a TFB levou para casa os prémios de “Melhor Serenata”, “Melhor Original” e “Tuna mais Quilhada”; a C’ a Tuna aos Saltos os prémios de “Melhor Estandarte”, “Melhor Pandeireta”, “Melhor Instrumental” e “Melhor Tuna” e a TunaMaria o prémio de “Melhor Solista”. O festival acabou com a interpretação pela Tun’ao Minho do tema “Trovas de amor”.