O espetáculo de circo contemporâneo vai estrear no Teatro Narciso Ferreira nos dias 28 e 29 de novembro.
Nos próximos dias 28 e 29 de novembro, o espetáculo de circo contemporâneo “Liberdade Liberdade”, de Diogo Freitas, estreia-se nacionalmente no Teatro Narciso Ferreira, em Famalicão. Esta história, inspirada em factos reais, fala sobre o amor em ditadura.
Na sexta-feira, dia 28, haverá uma sessão às 21h30, e no sábado, dia 29, a sessão será às 18h. A bilheteria está aberta desde as 14h30 às 18h, entre as terças e as sextas-feiras, e aos sábados, domingos e feriados, abre 1 hora e 30 minutos antes do início do espetáculo.
“Liberdade Liberdade”, dirigido e dramaturgicamente concebido por Diogo Freitas, nasce de uma história real. É baseado nas cartas de amor trocadas entre os avós de David David, acrobata aéreo profissional e um dos artistas que interpreta a peça, durante os tempos de ditadura.
Ao lado de David David, o espetáculo é também interpretado por Tjaša Dobravec, artista circense eslovena e vencedora do Got Talent da Eslovénia, em 2018. Juntos, os intérpretes conduzem os espectadores por uma narrativa onde o amor tem que ser vivido com medo, disfarçado e escondido.
O espetáculo é construído de forma a ter 12 momentos, cada um como se fosse um postal, passando por momentos como o primeiro encontro, o exílio forçado, a saudade, a repressão, e finalmente, a explosão da liberdade. “Liberdade Liberdade” celebra a memória do passado num tempo presente, e lança a provocação de o que estará ainda por libertar.
A coreografia realça a ausência, solidão, saudade e tristeza sentidas pelos participantes deste “amor proibido”. A saudade é um dos conceitos-chave nesta peça, espalhando-se pelo ar de forma que os espectadores a consigam sentir também. Mas quando chega a revolução a dança muda, trazendo com ela a esperança, felicidade e o tão aguardado reencontro. No final do espetáculo, o público é convidado a subir ao palco, para reforçar a ideia de que o amor e a liberdade só existem quando são partilhados.
A peça foi produzida pela Momento – Artistas Independentes e pela companhia Ângulo Crítico, com coprodução da Casa das Artes de Famalicão, Ponto C/Penafiel, Município de Lagos, Festival Cartografias e Fes.tas/Santana. O espetáculo dirige-se a todos os públicos, mas em especial a quem já amou em silêncio, a quem acredita que a arte pode ter um carácter de intervenção e a quem nunca esqueceu os valores de abril.


