A Lista L pretende uma universidade pública, acessível e democrática.
Chaima Badri encabeça a Lista L e é uma das candidatas à direção da Associação Académica da Universidade do Minho. A campanha eleitoral começou dia 2 de dezembro e decorre até dia 8 de dezembro. Em entrevista ao ComUM, a candidata afirmou que a habitação e a redução das propinas são essenciais para tornar a educação um direito de todos.
ComUM- Quais são os principais objetivos da tua candidatura à direção da AAUMinho?
Chaima Badri- A maioria dos objetivos que nós estamos a propor na candidatura da nossa lista para Associação Académica aqui na Universidade do Minho é uma habitação digna para os estudantes, mais mobilidade e, também, o fim das propinas. Nós achamos ser muito importantes para ter uma dignidade na universidade e não deixar ninguém para trás por falta de dinheiro, de apoio ou de casa.
ComUM- Que mudanças consideras mais urgentes na vida académica?
Chaima Badri- As mudanças mais urgentes aqui é ter uma universidade acessível, pública e mais democrática. Eu acho que ter só uma lista para a Associação Académica, com uma grande maioria, não acho isso democrático. E, por isso, precisamos de mais variedade, mais diversidade, pessoas que podem participar. Eu acho que a mobilização de estudantes é a coisa mais importante que vamos focar e vamos conseguir a mudança na Universidade do Minho.
ComUM- De que maneira pretendes fortalecer a relação entre os estudantes e a Associação, garantindo que as suas necessidades sejam realmente ouvidas e traduzidas em ações?
Chaima Badri- Eu estou a representar um grupo de alunas e alunos que querem ter a voz estudantil aqui na Universidade do Minho. Eu acho que a parte mais importante é a comunicação. Por isso, temos também uma outra lista que está a concorrer pelo Conselho Fiscal e Jurisdicional, para ter mais transparência dentro da Associação Académica. Assim, vamos conseguir ter uma comunicação mais forte entre os estudantes e a Associação Académica, porque a associação tem de servir todos os estudantes, tem de servir em todos os casos de agressão, de assédio. Os estudantes têm de recorrer à Associação Académica.
ComUM- As condições de vida dos estudantes – como o custo da propina e a falta de alojamento – têm sido temas centrais. Que estratégias concretas propões para tentar resolver este problema?
Chaima Badri- Os custos de vida estão a aumentar todos os dias. Eu acho que o direito à educação é um direito básico na nossa vida. Todos os alunos têm de ter uma vida melhor, uma habitação digna e têm de ter o acesso a propinas mais baixas. Por isso, as nossas propostas são concretas. As condições nas residências são miseráveis e, por isso, nós queremos um plano concreto com número de camas e um plano com um tempo preciso para sabermos quantas camas vamos ter por ano nas residências públicas e precisamos também de negociar. Precisamos de pressão por parte estudantil com mais mobilização para conseguir negociar com a universidade as questões das propinas.
ComUM- O que distingue a tua visão para a Associação Académica das anteriores direções e que impacto esperas gerar na comunidade académica?
Chaima Badri- Eu candidatei-me por uma coisa muito pessoal, porque quando vim para a universidade – eu estou no segundo ano do mestrado – não percebi exatamente qual é o papel da Associação Académica. E, por isso, queria participar e contribuir nesta universidade para termos mais transparência com os estudantes. Eu queria mais comunicação, mais variabilidade nas listas da Associação Académica e, pessoalmente, queria uma universidade pública que seja mais democrática e que todos os estudantes participem, e tenham o direito a contribuir para a universidade.
ComUM- O que inspira, a nível pessoal, a assumir este compromisso com os estudantes?
Chaima Badri- A nível pessoal, eu tenho um bom gosto para a liderança e para servir as outras pessoas. E, neste sentido, que eu me candidatei-me para servir a todos os estudantes e para passar a voz dos estudantes, que estão a sofrer todos os dias com duas horas de ida, duas horas de volta, porque o passe fica mais barato que uma casa aqui perto da universidade. Isto não faz sentido. Por isso que eu queria passar a voz dos estudantes que estão a sofrer numa habitação, numas propinas que não estão a conseguir pagar. Eu acho que para passar a voz, é necessário provocar as pessoas a pensarem o que é que é o papel da Associação Académica neste sentido e de lutar para termos os direitos a uma universidade digna.


