Mesas-redondas, performances, música e cinema marcam a programação.

O 50.º Aniversário da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da Universidade do Minho (ELACH) vai ser celebrado entre os dias 15 e 19 de dezembro, em Braga e Guimarães. O programa inclui mesas-redondas, performances, música e cinema, entre outras atividades. As iniciativas pretendem revisitar o percurso da Escola, promovendo o conhecimento, a investigação e a criação artística junto da academia e dos cidadãos.

A cerimónia solene do cinquentenário realiza-se esta segunda-feira, dia 15, às 14h30, no auditório B1 (edifício 2) do campus de Gualtar, em Braga, com transmissão em direto no YouTube. A sessão contará com intervenções do reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, da presidente da ELACH, Cristina Flores, e da presidente da Comissão dos 50 Anos da Escola, Ana Gabriela Macedo. O programa conta ainda com a entrega de prémios de mérito escolar, das atuações do Coro do Departamento de Música e do grupo Bomboémia, bem como o tradicional corte do bolo de aniversário.

O espaço B-Lounge, às 17h00, acolhe uma mesa redonda dedicada ao papel das bibliotecas, do livro e da leitura, com a participação do diretor dos Serviços e Documentação e Bibliotecas da UMinho, Eloy Rodrigues, a diretora da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS), Aida Alves, o antigo diretor da Biblioteca Pública e do Arquivo Distrital de Braga, Henrique Barreto Nunes, e a professora Ana Gabriela Macedo. Às 21h30, a BLCS recebe a performance “Cavalgada de 1000 Amperes”, protagonizada pelo ator António Durães.

Na terça-feira, dia 16, o auditório B2 do campus de Gualtar apresenta, às 17h00, uma tertúlia sobre o presente e futuro da tradução, com os académicos Margarida Vale de Gato, Alexandra Lopes, Fernando Alves e a tradutora Tânia Ganho. A sessão termina com o trabalho performativo “Toda a ferida é uma beleza”, de Renata Flaiban e Fabiano Assis. No dia seguinte, à mesma hora, o debate centra-se nas mulheres na academia, com a vice-reitora para a Cultura da Universidade do Porto, Fátima Vieira, e as professoras Fátima Margarida Calafate Ribeiro, Cecília Leão e Ana Gabriela Macedo. Mais tarde, às 21h00, no Teatro Jordão, em Guimarães, os alunos de Teatro da ELACH interpretam a peça “Migrações”, com a direção de Joana Providência.

A programação de quinta-feira, dia 18, decorre na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Às 17h00 tem lugar uma conversa com escritores lusófonos, que reúne os angolanos Zezé Nguellekka e Ana Paula Tavares, o timorense Luís Cardoso, a são-tomense Olinda Beja e o guineense Tony Tcheka, com moderação da professora Micaela Ramon. Às 21h30 é exibido o filme “Banzo”, de Margarida Cardoso, vencedor do Globo de Ouro 2025 para Melhor Filme, apresentado pela docente Margarida Pereira.

As comemorações terminam a 19 de dezembro, nos auditórios B1 e B2 em Gualtar, com o debate “Novas direções na investigação em Humanidades”, marcado para as 17h00. A sessão reúne os testemunhos de Isabel Ermida, Sílvia Araújo, Vítor Moura (todos do Centro de Estudos Humanísticos da UMinho, CEHUM), Manuel Valente, Jorge Mateus e Daniele Santoro (os três do Centro de Ética, Política e Sociedade, CEPS).

O encerramento inclui as “brigadas poéticas” organizadas por Leonor Pereira e Inês de Castro e uma festa multicultural, com petiscos e atuações do Grupo de Música Popular, do Grupo de Jazz e da Literatuna. Ao longo do mês, está ainda patente no espaço B-Lounge a exposição “Livros de Artista”, de Carlos Corais.

A ELACH conta atualmente com cerca de 1400 estudantes, distribuídos por oito licenciaturas, 11 mestrados e cinco programas de doutoramento. Integra sete departamentos e dois centros de investigação e tem apostado na promoção das artes, das humanidades, do pensamento crítico e da valorização da língua portuguesa, bem como no multilinguismo, na interdisciplinaridade e na cooperação internacional.