O deputado do LIVRE propõe o combate à crise da habitação e a da própria democracia.

 “Presidente presente” é o mote de Jorge Pinto para as eleições presidenciais de 18 de janeiro. Com 38 anos, o mais novo dos onze candidatos promete ser “menos do mesmo” e dar valor à democracia portuguesa, segundo a sua biografia oficial.

Jorge Pinto nasceu em Amarante, em 1987, sendo formado em Engenharia do Ambiente e Filosofia Social e Política, para além de autor de diferentes obras de ficção e não-ficção premiadas. Foi um dos fundadores do LIVRE, que representa no parlamento desde as legislativas de 2024, e apresenta agora a primeira campanha às presidenciais com o apoio do partido.

Na sua declaração de candidatura, Jorge Pinto afirma que “a democracia, os direitos humanos e a justiça social precisam de defesa”, assegurando ser a voz da esquerda progressista nestas eleições. Os seus objetivos, segundo indica, são: unir o país, proteger o Estado Social e responder às atuais crises “da habitação ao clima, da igualdade à própria saúde da República”. Centra a sua candidatura na justiça, na empatia e numa política externa progressista.

Relativamente à visão mais concreta que tem para o país, o candidato promete o combate à desigualdade social e territorial, focando-se em todas as gerações. Pretende, ainda, pôr em prática a transição ecológica e defender a democracia através, entre outros meios, da luta contra a extrema-direita. No programa “Isto é Gozar Com Quem Trabalha”, de Ricardo Araújo Pereira, Jorge Pinto partilhou, também, que pretende colocar a cultura no centro da política, referindo haver tentativas para apresentar o programa eleitoral do LIVRE sob peça de teatro.

Na sua página oficial de candidatura, Jorge Pinto convida os eleitores a apoiar a campanha. O foco nas pessoas foi também abordado em debates televisivos e numa entrevista ao Observador, na qual destacou que a democracia portuguesa não foi construída apenas pelos partidos políticos.