Professor e sindicalista português defende uma presidência ativa e atenta às desigualdades e aos direitos laborais.

André Pestana da Silva é professor e coordenador nacional do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P.) e apresenta-se na corrida à presidência como alguém que quer “ser a voz dos sem voz”. A sua candidatura procura colocar no centro do debate nacional temas como os serviços públicos, a precariedade, a justiça social e os direitos laborais, defendendo uma intervenção ativa do Presidente da República na promoção da igualdade e da coesão social.

Nascido em Coimbra, a 10 de janeiro de 1977, André Pestana é doutorado em Biologia com investigação na área das alterações climáticas. Durante o seu percurso académico esteve associado a várias listas da Associação Académica, revelando desde cedo uma personalidade reivindicativa e uma forte ligação à intervenção cívica.

A sua candidatura surgiu após ter sido desafiado por um grupo de ativistas sociais, reunindo cerca de oito mil assinaturas para a entrega no Tribunal Constitucional. Foi apresentada sob o lema “É hora de abrir a pestana”, simbolizando a intenção de abrir debates e prioridades que considera ausentes da agenda presidencial. O candidato define a sua corrida como orientada “a favor dos trabalhadores, para os trabalhadores”, recusando enquadrá-la nos tradicionais eixos de esquerda ou direita.

O seu discurso foca-se na crítica a políticas que aprofundem a precariedade e fragilizem direitos conquistados, bem como a defesa de uma presidência que recuse normalizar forças políticas que, no seu entender, colocam em causa princípios democráticos, constitucionais e de igualdade. Pestana sublinha a importância de um presidente comprometido com os trabalhadores e com a defesa dos serviços públicos.

Pestana esteve sindicalizado no Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e passou por diferentes experiências de ativismo político e cívico, incluindo a Juventude Comunista Portuguesa, o Bloco de Esquerda e o Movimento Alternativa Socialista, tendo, contudo, interrompido a participação partidária nos últimos anos. O professor assume, agora, a intenção de levar a Belém uma voz ligada ao mundo do trabalho e dos serviços públicos, defendendo uma presidência atenta às desigualdades e comprometida com os direitos sociais.