Ambos têm apresentado o seu trabalho em festivais de referência internacional.
Esta sexta-feira, 9 de janeiro, a compositora espanhola Hara Alonso e o artista visual português Pedro Maia estrearam um novo espetáculo no gnration. Marcaram, assim, o arranque da programação do gnration para 2026 com uma experiência audiovisual.
Este espetáculo sensorial, com estreia ao vivo em Braga, propôs uma comunicação em tempo real entre som e imagem. Os artistas experienciam o som e a imagem como matérias instáveis, moldáveis e vívidas, criando um trajeto que suaviza as fronteiras entre a música ambiente, neoclássico e o experimental.
Pedro Maia, através de película com 16mm e 8mm, explora as fronteiras estéticas do filme analógico, digital e ao vivo. Um nome de referência na manipulação ao vivo de vídeo, somando colaborações em projetos de Patti Smith, Danny Elfman, Soundwalk Collective e Lucrecia Dalt, e que já partilhou palco com nomes como Lee Ranaldo, Vessel, SHXCXCHCXSH, Tropic of Cancer, entre outros, é oriundo de Vila do Conde e atualmente vive em Berlim.
O seu trabalho foi apresentado em festivais de referência, incluindo o Berlin Atonal (Alemanha), Sonar (Espanha), Unsound (Polónia) e Rewire (Países Baixos), e em instituições como Barbican (Reino Unido), Museu Serralves (Portugal) e o Museu de Arte Contemporânea de Tóquio (Japão). Já Hara Alonso tem dilatado as possibilidades do piano através de técnicas estendidas, processamento de sinal digital e práticas enraizadas no corpo, procurando quebrar os limites físicos e digitais do instrumento.
O seu EP de estreia Pianoïse (2018) para piano e eletrónica, ganhou relevância através do aclamado primeiro álbum Somatic Suspension (2021), com selo da Eotrax. Em 2022 colaborou com vários artistas, nomeadamente, a trompetista Susana Santos Silva, a contrabaixista Elsa Bergman e a saxofonista Camila Nebbia em “Ritual para Acercarse”. Em 2023 a pianoandcoffee records lançou o seu segundo disco a solo, Notions of Hope (2023), com 10 faixas meditativas para piano. Em 2024, lançado pela editora Supergang, e realizado com a colaboração da compositora mexicana Concepción Huerta, lança o álbum Towards the melancholy of a future. Mais recentemente revelou touch-me-not, editado na primavera de 2025 pela berlinense FUU.
Atualmente vive em Estocolmo, trabalhando como investigadora na Universidade de Artes da capital sueca. Hara Alonso já apresentou o seu trabalho em festivais como Mutek (México), Keroxen (Espanha) ou Sound of Stockholm (Suécia). Colabora também amplamente com a cena da dança, trabalhando, entre outros, com os coreógrafos Pontus Pettersson, Oda Brekke, Martin Sonderkamp e Eleonora dall’Asta.


