A programação cruza arte, arquivo e debate para repensar a televisão enquanto fenómeno cultural e político.

O gnration, em Braga, recebeu no sábado, 17 de janeiro, uma tarde dedicada à reflexão sobre a televisão, com a inauguração da exposição Zapping: Televisão como cultura e contracultura. Além disto, acolheu a primeira conversa do ciclo “Interrupções ao Vivo”.

A programação teve início às 15h15, com a abertura formal da exposição, que integra um projeto de âmbito nacional desenvolvido em parceria entre o gnration, o Centro de Arte Oliva, em São João da Madeira, o CAAA, Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, em Guimarães, e o MACE, Museu de Arte Contemporânea de Elvas. Com curadoria de Paula Pinto, Alexandra Areias, Joaquim Moreno e Vera Carmo, Zapping: Televisão como cultura e contracultura propõe uma leitura crítica da televisão, cruzando a história dos programas culturais da RTP com obras de artistas que têm trabalhado o meio televisivo como um espaço de criação e questionamento.

A exposição no gnration centra-se na obra do artista catalão Antoni Muntadas, uma referência na arte contemporânea no que diz respeito à análise dos media. Na coleção estarão patentes três obras: Confrontations T.V. (1974), apresentada na galeria um, e La Televisión (1980) e TVE: Primer Intento (1989), expostas na galeria zero.

Ao longo destes trabalhos, Muntadas aborda os processos de produção e circulação da informação e o papel da televisão na construção de narrativas. A exposição pode ser visitada no gnration até ao dia 18 de abril de 2026.

Após a inauguração, às 16h00, realizou-se a primeira sessão do ciclo “Interrupções ao Vivo”, um conjunto de conversas e visionamentos comentados a partir de programas da RTP que acompanham a exposição. A sessão inaugural foi dedicada à música na televisão e contou com a presença do compositor Cândido Lima e do professor Pedro Junqueira Maia.

As conversas foram gravadas e serão posteriormente integradas na exposição. Com esta programação, o gnration afirma-se como espaço de reflexão sobre os media, propondo uma revisitação da televisão enquanto objeto cultural e artístico.