A noite de sábado, dia 28, ficou marcada pela enchente de gente que encheu a sala da Casa das Artes em Arcos de Valdevez.
O último sábado de fevereiro tinha dois nomes anunciados para o cartaz do Festival Sons de Vez. Amy Rigby foi a primeira a tocar, trazendo consigo o pop-rock que a caracteriza. Numa introdução bem-humorada, apresentou-se como americana e pediu desculpa pela forma como estava o mundo. A guitarra que a fazia acompanhar serviu de base para canções mais vibrantes e outras mais reflexivas.
De seguida, A Garota Não subiu ao palco e estreou-se em terras arcuenses. As primeiras músicas, do mais recente álbum Ferry Gold, demonstraram a vertente mais presente na música da cantora setubalense, ligada ao ativismo e à luta pelas causas sociais.
Durante o concerto, foi ainda interpretada uma canção criada por João Mota, teclista que acompanha a artista na estrada. Não foram esquecidos também temas como “Dilúvio”, “A Grande Máquina” e “A Sede do Xega”.
Do mais sentido rock à poesia combatente, o mês de fevereiro terminou com duas cantautoras que fizeram a Casa das Artes esgotar mais uma noite do Sons de Vez.


