Realizado por John Patton Ford, How to Make a Killing foi lançado a 12 de março de 2026 e conta com nomes como Glen Powell (Becket Redfellow), Margaret Qualley (Julia), Jessica Henwick (Ruth) e Ed Harris (Whitelaw Redfellow). O argumento deste filme foi inspirado no filme de 1949, Kind Hearts and Coronets, de Robert Hamer e John Dighton.

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Becket Redfellow foi deserdado antes mesmo de nascer pela sua família extremamente rica. Entre o último pedido da sua mãe e a injustiça na qual vive, nada o impedirá de recuperar a herança que considera legítima, independentemente dos familiares que se coloquem no caminho. Seguindo esta narrativa, How to Make a Killing é um filme que ilustra a ilusão da vitória implacável num jogo manipulador.

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A riqueza e o sucesso são, portanto, os temas centrais deste filme. Através deles, Ford demonstra os efeitos psicológicos que podem deixar na vida de alguém e constrói uma crítica ao sonho americano. Desta forma, evidencia-se o poder que o dinheiro carrega e, sobretudo, as escolhas que surgem quando uma fortuna é posta em causa.

Um aspeto interessante do filme centra-se na maneira como é narrado. Logo no início da obra, Becket começa por contar a sua história, na prisão, a um padre. Ora, percebemos, até certo ponto, o desfecho do personagem principal desde o início. No entanto, é necessário ver até ao fim para realmente perceber como ele foi parar ali, o que prende logo a atenção do espectador, bem como lhe desperta a curiosidade. E o final não desilude, pelo contrário, o espectador acompanha o percurso do protagonista até um desfecho que tem tanto de irónico como de retorcido. As reviravoltas no final afirmam-se, assim, como o ponto mais forte desta obra.

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O protagonista deste filme, Becket, está muito bem construído. É daqueles personagens que faz com que o espectador se veja a torcer pelo seu sucesso. Becket, favorecido pelo carisma de Glen Powell, deixa-nos completamente agarrados à progressão da história e entusiasmados com a maneira como se irá safar de cada inconveniência. É também de destacar a interpretação de Margaret Qualley, que representou, de forma brilhante, a fome por dinheiro e até por um amor que se perdeu na infância. O peso da sua complexa personagem, Julia, faz-se sentir de forma significativa ao longo de toda a narrativa.

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Todavia, o filme não atinge todo o seu potencial. A profundidade emocional do impacto do dinheiro, da herança e da família poderiam ter sido melhor exploradas. Estes temas, embora cumpram a sua função de entreter, permanecem superficiais. Nesse sentido, também a sátira não impacta tanto como poderia, tendo em conta que poderia fornecer uma experiência que provocasse uma maior reflexão.

Para concluir, How to Make a Killing caracteriza-se pela sua ironia sombria e uma pitada de ambiente psicótico. Apesar de não atingir todo o seu potencial, é um filme relativamente curto, que proporciona um bom momento ao assisti-lo por ser divertido, cómico e verdadeiramente surpreendente.