No centro da cidade bracarense, o emblemático Theatro Circo celebrou 111 anos com diversos eventos, tendo ocorrido um deles na passada terça-feira, dia 21. A Garota Não apresentou “A Vulgar Mulher Extraordinária”, uma criação singular, impactante e profundamente emotiva.

Mais do que um concerto, este espetáculo revelou-se um ensaio poético e político que mergulha no universo feminino. Partindo da figura íntima da sua mãe, a artista constrói uma narrativa coletiva feita de mulheres anónimas, amigas e familiares, dando voz a histórias tantas vezes silenciadas.

As composições abordaram temas como o trabalho desgastante e contínuo, a maternidade, a liberdade e os múltiplos papéis que as mulheres assumem diariamente, questionando os dogmas sociais e o peso persistente que recai sobre o feminino.

Entre luzes e sombras, declamações e ritmos, “A Vulgar Mulher Extraordinária” afirmou-se como um tributo comovente às mulheres que, discretamente, sustentam o mundo enquanto se esquecem de si mesmas.