Com o título “50 Years of Global Dynamics: Where Powers Collide, Shadows Linger and Europe Trembles”, Colóquios de Relações Internacionais regressam com temas relevantes e convidados de renome.
Nos dias 28 e 29 de abril, os estudantes de Relações Internacionais reúnem-se para a 47ª Edição dos Colóquios. Um ano importante devido ao aniversário de 50 anos do curso de Relações Internacionais na Universidade do Minho.
Segundo a presidente do CECRI, Renata Silva, e a diretora do departamento de colóquios, Inês Diogo, esta coincidência entre a realização do evento e o cinquentenário do curso representa “uma enorme honra, mas também uma grande responsabilidade”, uma vez que esta edição pretende não só manter a tradição académica dos colóquios, como também prestar homenagem ao percurso de um dos cursos pioneiros na área em Portugal. O objetivo central é “interligar os 50 anos do curso com as dinâmicas globais atuais”, promovendo uma análise crítica dos desafios contemporâneos que marcam a política internacional.
O programa prolonga-se ao longo de dois dias, iniciando dia 28 com a sessão de abertura, seguida de uma keynote com António Costa e de um painel dedicado aos BRICS e outras forças emergentes que desafiam a ordem internacional tradicional. No segundo dia, o foco desloca-se para a União Europeia e as crises humanitárias esquecidas. O painel “The EU in Crisis: is it the End of the Liberal Dream?” promove uma discussão sobre a resiliência do projeto europeu perante as pressões internas e externas, contando com especialistas de reconhecido mérito internacional, como João Vale de Almeida e Hugo Sobral.
A sessão de encerramento contará com a keynote final de Farai Chipato. A oradora aborda novas formas de imaginar a política global num contexto de instabilidade crescente, marcado por guerras, polarização e alterações climáticas.
Apesar da complexidade desta edição o CECRI reconhece que o apoio do corpo docente e da reitoria foi fundamental para a concretizar. Entre a definição do programa, a escolha dos oradores e a coordenação logística, as organizadoras admitem que o principal desafio passou por transformar em realidade uma edição que estivesse à altura da data comemorativa.
A Renata Silva e a Inês Diogo sublinham ainda que esta edição pretende estimular o pensamento crítico e a participação ativa dos jovens, incentivando os estudantes a refletirem sobre os desafios do presente e a assumirem um papel interventivo no futuro das relações internacionais. A direção do evento destacou a importância de “motivar os jovens a tomarem uma posição e a não se deixarem levar pelas massas”, reforçando o papel da universidade na formação de cidadãos mais atentos às transformações globais.
A XLVII edição dos Colóquios de Relações Internacionais afirma-se como um espaço de debate, memória e projeção do futuro. A associação pretende homenagear a história do curso e reforçar a sua relevância no panorama universitário e científico nacional.


