“Humanos, na maior parte do tempo, vocês são obtusos e desajeitados, mas, ocasionalmente, conseguem ser criaturas notavelmente brilhantes.”

“Criaturas Extraordinariamente Brilhantes”, um filme comovente dirigido por Olivia Newman, foi lançado na Netflix a 8 de maio. A longa-metragem é uma adaptação do livro de sucesso de Shelby Van Pelt, que narra a emocionante história de Tova, uma senhora de idade que, após perder o marido e o filho, encontra companhia no aquário da sua pequena cidade, Marcellus, um polvo residente que, apesar de não gostar da companhia humana, desenvolve uma afeição genuína por Tova, e Cameron, que chega à cidade em busca do pai que acreditava tê-lo abandonado à nascença.

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A relação entre os três personagens principais é o coração da narrativa. Todos pertencem a realidades completamente diferentes, com uma aparente e improvável conexão, mas que acabam por partilhar o mesmo sentimento profundo de perda e solidão. Aos poucos, a convivência entre eles no aquário, em pequenos momentos do dia, transforma a dor isolada de cada um num caminho de cura e cumplicidade mútua.

No centro desta dinâmica destaca-se Marcellus, um polvo extraordinariamente inteligente que observa o comportamento de Cameron e Tova com um certo desdém e curiosidade. A personagem, dobrada por Alfred Molina, preenche a longa-metragem de diversos pensamentos irónicos e cheios de sabedoria, que asseguram a leveza de uma história sentimental. É interessante observar e refletir acerca da possibilidade de como os animais podem entender a espécie humana.

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Este filme, apesar de aparentar ter um enredo peculiar, transmite uma mensagem profunda sobre luto, amizade e resiliência. A história demonstra que a cura para as perdas mais dolorosas não se encontra no isolamento, mas sim na coragem em conseguir manter-se aberto para o mundo. Quando as amizades são verdadeiras, nunca se é um fardo para quem realmente se importa. A obra deixa claro que o conforto, o afeto e o propósito de vida podem surgir nos momentos mais inesperados e, muitas vezes, com as conexões mais invulgares.

É de realçar a cinematografia do filme, em específico as cenas no aquário. Todo este percurso emocional é envolvido pela beleza do aquário que, através de uma filmagem subaquática brilhante, transmite a sensação de um espaço terapêutico e sereno, criando um ambiente quase mágico para as interações entre as personagens.

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“Criaturas Extraordinariamente Brilhantes” é uma obra imperdível para todas as audiências que apreciam histórias emocionantes, originais e visualmente fascinantes. Com atuações brilhantes de Sally Field, Lewis Pullman e Alfred Molina, o filme entrega uma narrativa que mistura melancolia e humor leve, refletindo sobre a empatia, a solidão e as segundas oportunidades.