A artista portuguesa apresentou o álbum “Dói-Dói Proibido” e novos temas.

Femme Falafel, nome artístico de Raquel Pimpão, apresentou-se no gnration na noite deste sábado, 2 de maio. A atuação da cantora das Caldas da Rainha no open day do espaço bracarense ficou marcada pela energia contagiante e o humor sem precedentes das letras dos vários temas.

O álbum “Dói-Dói Proibido”, que a jovem artista e a editora Revolve lançaram em outubro, foi o grande destaque do concerto. Todas as dez músicas foram partilhadas com o público no ambiente descontraído da sala Blackbox do gnration, por entre palmas e vozes em uníssono durante os versos mais marcantes.

Passando pelo jazz, disco, house e hip-hop, a versatilidade das composições de Femme Falafel tornou-se ainda mais notória ao vivo. Destacou-se a atuação de “Floresta da Amazónia”, com um só verso que se repete ao longo do instrumental. A artista convidou o público bracarense a imaginar que esta sua primeira canção de intervenção fosse sobre qualquer tema que o inquietasse, sendo a desflorestação da Amazónia apenas um exemplo.

Não tendo descartado os dois temas totalmente instrumentais do disco, a artista e a banda fizeram a Blackbox vibrar com letras repletas de um humor singular, como as de “Mitra Indie”, “Eletrocardiodrama” e “Depressão”. Também se destacou a atuação de “Livre Arbítrio”, tema mais intimista sobre a indecisão perante a multiplicidade de escolhas com que se é confrontado ao longo da vida. A artista referiu já ter cantado a música em celebrações do 25 de abril, onde precisou de esclarecer ao público o significado de versos como “odeio liberdade/ eu não quеro mais escolher”.

No gnration, Femme Falafel apresentou ainda três temas inéditos: “Parabólica”, “Hipotenusa” e “Taj Mahal”. Na música “Hipotenusa”, Femme Falafel joga com conceitos matemáticos, enquanto “Taj Mahal” foi apresentada pela cantora como sendo um pimba, apesar das mudanças de ritmo que ocorrem até ao final. A letra desta música menciona vários sítios que são Património Mundial da UNESCO, com versos como “eu ‘tou bem, ‘tou Mosteiro de Alcobaça, tu Taj Mahal”.

A energia em palco fez-se sentir também graças a Lana Gasparøtti, no teclado, Francisco Sousa, na bateria, e Tiago Martins, no baixo. Este ano, Femme Falafel vai ainda atuar no MEO Kalorama e no Indie Music Fest, depois de ter sido uma das nomeadas para o Prémio da Crítica dos Play – Prémios da Música Portuguesa.