O primeiro espetáculo do ciclo integra a dança contemporânea e a experimentação musical.
No passado sábado, dia 30 de maio, foi apresentado o primeiro espetáculo do Zona Franca 2026 na blackbox do gnration. Vânia Doutel Vaz e Gabriel Ferrandini inauguraram este ciclo.
O Zona Franca é um ciclo que visa unir diferentes linguagens artísticas. O projeto é fruto da união entre o gnration e o Centro Cultural Vila Flor.
Vânia Doutel Vaz construiu uma carreira de prestígio internacional como dançarina. Trabalhou intensamente com o coreógrafo norte-americano Trajal Harrell, integrou a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, a Nederlands Dans Theater, a Cedar Lake Contemporary Ballet, a PUNCHDRUNK, sendo também membro fundadora da União Negra das Artes.
Gabriel Ferrandini é um dos nomes mais destacados do jazz nacional. Apesar do seu reconhecimento no jazz, o baterista abrange na sua obra a composição contemporânea e a experimentação eletroacústica. Em Zona Franca destaca-se a sua vertente experimental, onde os sons eletroacústicos se propagam por todo o espaço.
No espetáculo do Zona Franca, num cenário despido de decoração, a dançarina ocupou todo o espaço da blackbox, aproximando-se significativamente do público. Doutel Vaz e Ferrandini atuaram sob uma luz ténue, que variava entre tons neutros, vermelhos e azuis, que mal permitiam ver o baterista.
O espetáculo experimental gerou reações contrastantes na plateia. Parte do público acompanhou a performance de forma atenta, enquanto outros mantiveram uma postura mais reservada ao longo da apresentação.


