Midnight Sun: Girls Trip não é apenas uma mera edição deluxe, é quase uma reinvenção completa do original. Com um elenco totalmente feminino, Zara Larsson pega num disco que já era sólido e empurra-o para um território mais ousado e eletrónico.

Rolling Stones

Logo na faixa inicial, Midnight Sun (Girls Trip), com PinkPantheress, percebe-se o propósito: a música ganha uma nova vida com influências britânicas e uma energia mais acelerada. Já em Blue Moon, com Kehlani, a transformação é ainda mais evidente. A faixa aproxima-se mais de R&B, tornando-se mais suave e emocional, embora perca alguma coesão dentro da sequência do álbum, uma vez que é uma música mais calma comparada com as anteriores.

Um dos momentos mais interessantes surge em Saturn’s Return, com Malibu e Helena Gao, onde a música é expandida para algo quase ambiental. O que era uma canção quase que direta transforma-se numa viagem longa, delicada e introspetiva, cheia de reverberações.

No geral, o álbum aposta fortemente em batidas mais animadas e vibrantes e refrões alterados, criando uma versão mais extrovertida do Midnight Sun original. No entanto, algumas colaborações não acrescentam tanto quanto ansiávamos, e há momentos em que o álbum soa mais a coleção de versões alternativas do que a um projeto totalmente coeso, o que prova que cada artista puxa as músicas para o seu próprio universo.