Uma das vozes irlandesas mais reconhecíveis, Enya comemora 65 anos neste dia 17 de maio. A cantora e compositora tem um estilo único e um timbre calmo, tornando-se, assim, numa das artistas mais bem sucedidas no mundo.

Warner Bros

Eithne Pádraigín Ní Bhraonáin, mais conhecida por Enya, nasceu em Gweedore, Condado de Donegal, na Irlanda. É falante nativa de irlandês, tendo aprendido o inglês apenas quando entrou na escola. A sua família tinha fundado uma banda folk, Clannad, para a qual Enya entrou em 1980. Aos quatro anos começou a estudar o piano. Chegou a entrar numa universidade para se tornar professora de música, mas abandonou esse sonho.

Em 1982, iniciou a sua carreira a solo. Começou por ser compositora de bandas sonoras para filmes como French Lesson (or The Frog Prince), de 1985, e para documentários como a série The Celts, de 1987. Foi graças à participação nesta última série que conseguiu os seus primeiros contratos com a BBC Records e a Warner Music.

O seu álbum de estreia foi publicado em 1987. Desde então, lançou mais sete álbuns de estúdio, três coletâneas e ainda re-editou o primeiro disco. Alguns dos seus grandes hits são Orinoco Flow (1988), Watermark (1988), Caribbean Blue (1991), Day Without Rain (2000) e Only Time (2000).

Os seus principais colaboradores artísticos foram o casal Nicky e Roma Ryan. Com os seus co-compositores desenvolveu um estilo único, conhecido pela harmonização de múltiplas camadas de voz formando um “coro de uma só pessoa”. No trabalho de Enya vêm-se refletidas influências do tradicional celta, dos cânticos gregorianos e um pouco do jazz.

Enya foi galardoada com quatro Grammys e seis World Music Awards. É a artista irlandesa mais nomeada nos BRIT Awards, com quatro indicações no total. Em 2007, recebeu um doutoramento honorário em música pela Universidade de Galway e outro em literatura pela Universidade de Ulster.

Participou na banda-sonora de Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel (2001) como intérprete de alguns temas. Graças a uma dessas canções, May It Be, recebeu a sua primeira e única nomeação ao Óscar de Melhor Canção.

Em algumas entrevistas, admitiu ter lidado com episódios de depressão, em especial devido à pressão de constante produtividade na indústria da música. Durante a passagem do milénio, também teve problemas com stalkers. A partir de 2016, altura em que fez a sua última apresentação ao vivo, Enya desapareceu da esfera pública. Ocasionalmente surgem notícias de doações filantrópicas ou comunicados oficiais.

Atualmente, Enya vive no Castelo de Manderley, no condado de Dublin, acompanhada por funcionários e pelos seus gatos. Optou por nunca casar ou ter filhos. É fã de compositores clássicos como Stravinsky, mas também da banda rock The Police. Gosta de caminhar e percorrer trilhos à beira-mar. Aprecia literatura, sendo os seus livros preferidos Rebecca (1938), de Daphne du Maurier, e O Retrato de Dorian Gray (1890), de Oscar Wilde. Um dos seus hobbies prediletos é a pintura.

Com uma carreira de quase 40 anos, Enya é uma das compositoras mais influentes no género música ambiente. Mesmo estando afastada dos holofotes há uma década, as suas músicas permanecem a ser ouvidas e reinventadas pelas gerações mais novas.