Depois do sucesso da primeira temporada, House of the Dragon retornou aos ecrãs no verão de 2024, após quase dois anos de espera. A prequela de Game of Thrones conta-nos a história da crise de sucessão ao trono que a família Targaryen enfrentou, onde usurparam a herdeira Rhaenyra (Emma D’arcy) e coroaram o seu meio-irmão Aegon (Tom Glynn-Carney).  O enredo arranca precisamente de onde terminou o episódio anterior, com ambos os lados da guerra a arrecadar aliados, a lidar com as perdas e a preparar-se para um conflito que envolve a família mais poderosa do reino, com as armas mais mortais existiam na época – os dragões.

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As criaturas são aquilo que distingue a série de qualquer outra e levam-nos até Game of Thrones. Os dragões são personagens com valor imprescindível para a narrativa, em que cada um tem características e feições próprias que os distinguem uns dos outros, e que os tornam no coração da série. O CGI por detrás destas criaturas é fenomenal, sendo, sem dúvida, um dos pontos mais fortes da produção.

As performances do elenco principal são emocionantes. Matt Smith desaparece no papel de Daemon Targaryen, dando vida ao Príncipe Rebelde de forma expressiva e cativante, fazendo com que a audiência torça por esta personagem, mesmo quando as suas atitudes são moralmente questionáveis. Emma D’arcy interpreta Rhaenyra Targaryen, que, durante esta temporada, tem uma dinâmica emotiva com o seu filho Jacaerys, interpretado por Harry Collett. Ambos os atores atuam cenas com muito peso emocional de forma memorável, que trazem as lágrimas aos olhos da audiência.

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Desde a primeira temporada que algumas alterações são reprovadas pelos leitores, nomeadamente a mudança da idade da rainha-viúva Alicent Hightower. Este “pequeno” detalhe muda bastante a relação da personagem com Rhaenyra, que acaba por gerar um “efeito borboleta” que está a afetar aspetos cruciais da narrativa. Algumas personagens também não se comportam da mesma forma que as suas versões originais, o que muda fundamentalmente as suas personalidades.

Por causa destas alterações, o escritor, George R.R. Martin, afastou-se da produção da série, o que deixou os fãs dos livros ainda mais descontentes. O autor não concorda com o rumo que a adaptação está a tomar, confessando também que o criador da série estava a ignorar as suas sugestões.

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No geral, a segunda temporada tem uma boa avaliação no IMDB, com alguns episódios a destacarem-se pela positiva e outros pela negativa. O quarto episódio é o que tem a classificação mais alta e foi, sem dúvida, o melhor da temporada. O enredo, as performances e as batalhas tornam, assim, “The Red Dragon and the Gold” inesquecível e arrepiante. Apesar disso, o final da temporada ficou muito aquém das expectativas, sendo o segundo mais mal avaliado da temporada, visto que este se foca principalmente numa personagem secundária, deixando o enredo principal em stand-by, deixando muito a desejar para um encerramento.

Esta segunda temporada acaba por, por um lado, não entregar tudo aquilo que foi prometido no final da primeira. A narrativa avançou muito pouco e a guerra parece não ter arrancado completamente, o que gerou críticas em relação ao tempo que os criadores “gastaram” com plots secundários. Por outro lado, esta temporada trouxe-nos momentos icónicos, como batalhas épicas e mortes impactantes. No fundo, os fãs exigem, e bem, mais consistência e maior fidelidade à história de George R. R. Martin.

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O que podemos esperar da continuação desta história? A espera para obter esta resposta terminou. Depois de mais dois anos de pausa, a terceira temporada estreia no dia 21 de junho, 22 de madrugada em Portugal, e conta com oito episódios que estarão disponíveis semanalmente na HBO.