A Noite dos Mortos-Vivos (2013) é o reboot do filme de terror trash dos anos 80 de mesmo nome e a quarta longa-metragem da série. A obra segue o cenário sobrenatural que um grupo de amigos enfrenta e os sacrifícios que este se vê obrigado a fazer para escapar da situação insólita.

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Numa tentativa de deixar o vício da droga, Mia aceita a proposta de David de acampar numa cabana remota na floresta. Os dois irmãos, acompanhados de três amigos nesta jornada, envolvem-se acidentalmente numa estranha maldição demoníaca, dando asas a terrores infernais.

Centrando-se no horror sanguinário e na brutalidade da violência, a longa-metragem perde pontos por raramente libertar a tensão que constrói. Apesar do castelo de corpos que amontoa, pouco tempo sobra para personagens além de superficiais ou mesmo para um intervalo, humorístico ou não, do massacre.

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O terror de A Noite dos Mortos-Vivos é audacioso: não poupa nos efeitos práticos de cinematografia e oferece um cenário, até certo ponto, imersivo. Pode ser considerado um filme slasher, mesmo tendo alguns componentes típicos desse subgénero em falta. Irá depender do espectador, no entanto, se a sobrenaturalidade exagerada eleva a obra ou não, visto que é uma tendência que se torna mais evidente na conclusão da estória. Apesar deste compromisso com a estética perturbadora, o filme deixa a desejar do ponto de vista narrativo.

A performance dos atores é satisfatória, porém brilha notavelmente em Mia, interpretada por Jane Levy. Enquanto uma das personagens principais e a primeira a ser atingida pela tragédia, o papel da atriz é vital em transmitir os terrores do enredo. Levy representa, simultaneamente, a integrante com mais conflito interno de todo o elenco, dando-lhe destaque narrativo compatível com o talento da intérprete.

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Já que momentos prolongados de tensão não são o seu ponto forte, a trilha sonora da longa-metragem é apropriada, mas não impressionante. Em comparação com edições anteriores da franquia, o humor é menos presente em favor de uma estética verdadeiramente desconfortável que perambula entre o natural e o irreal.

De modo geral, o espectador não deve esperar uma narrativa complicada ou explicações aprofundadas em volta da bruxaria demoníaca. A Noite dos Mortos-Vivos reforça um nicho do terror de cinema com boa qualidade visual, sendo, contudo, pouco convidativo àqueles que não apreciam inteiramente o género filmográfico específico.