No editorial de início de mandato disse que o ComUM é uma casa. Um espaço seguro para todos os alunos de Ciências da Comunicação. Durante três anos chamei-lhe isso. Agora aproxima-se o meu último dia como diretor do jornal. 

Lembro-me de chegar pela primeira vez à universidade, ansioso e cheio de incertezas, e de me ser apresentado este laboratório em formato de redação, onde pude descobrir-me e descobrir o jornalismo sem ter medo de errar.

Três anos depois, despeço-me desta casa. Mas com muito mais certezas do que da primeira vez que entrei nela. Foram anos de muita aprendizagem e, acima de tudo, de muitas histórias, que sem dúvida levarei comigo para o resto da vida.

Ser diretor do ComUM é muito mais do que apenas um cargo. É o orgulho de poder representar uma organização cheia de história, que formou alguns dos melhores profissionais de comunicação deste país. É aprender a trabalhar em equipa, é saber ouvir e confiar e é também ser capaz de reagir às adversidades. Foi um ano cheio de altos e baixos, que exigiu muita adaptação e resiliência por parte de toda a equipa, mas sei que nos fez evoluir muito como profissionais e como pessoas.

Foi um ano de consolidação de todo o trabalho que havia vindo a ser feito. As notícias nunca pararam, fossem elas em formato texto, vídeo ou áudio, no digital ou nas redes. Lançamos a rubrica ‘Nota 10’, que proporcionou aos nossos leitores as melhores sugestões ao nível da literatura, música e cinema. Mantivemos boas relações com outros jornais e continuamos a trabalhar para a realização de mais um Encontro Nacional de Jornais Universitários (ENJU). Acima de tudo, continuamos próximos da comunidade minhota.

Alegra-me profundamente ver que o ComUM segue com vida para mais um mandato e que todos os anos cresce mais um bocadinho. Ainda há imenso potencial para explorar e sei que as próximas direções vão fazer de tudo para continuar a elevar o jornal.

Não posso deixar de agradecer a todos os redatores, que são quem mantém o jornal vivo e a funcionar. E deixo um obrigado especial à minha equipa de direção: ao João Venda, subdiretor e amigo, que nunca me falhou, e foi o meu braço direito ao longo deste ano, à equipa de editores, coordenadoras de departamentos e ao grupo de locutores do podcast Senso Incomum, que se desdobraram para que o ComUM nunca parasse. Não teria sido possível sem vocês.

Enche-me de orgulho poder dizer que fiz parte deste jornal. O meu percurso termina, mas começa o de outros, e é este ciclo que mantém o ComUM fresco e com vida. Passo, com prazer, a pasta à Joana Gomes, a quem confio a direção do jornal e o futuro desta grande equipa. Mantenham a essência do ComUM e continuem a ser uma casa para todos os novos estudantes. Quem é ComUM, pensa diferente!