A iniciativa é organizada pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM) e tem o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa.
A 14ª edição do projeto “Aldeia Feliz” vai passar por Vila Nova de Foz Côa. De 29 de junho a 3 de julho, cerca de 30 alunos do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Minho vão desenvolver um conjunto de atividades de deteção precoce e promotoras de hábitos de vida saudáveis junto da população idosa do concelho.
Para além dos rastreios de patologias predominantes na população portuguesa, destacam-se outras ações focadas na sensibilização dos mais velhos para hábitos e estilos de vida saudáveis. Esta iniciativa traz momentos de proximidade, convívio e partilha “com o intuito de reduzir, a curto e a longo prazo, os riscos associados ao isolamento e à solidão na terceira idade”, explica a presidente do NEMUM, Ana Peixoto.
É a primeira vez que o projeto “Aldeia Feliz” chega a Vila Nova de Foz Côa, fator que, aliado à sua localização e envelhecimento populacional, torna a sua escolha pertinente. “Acresce ainda o facto de um dos membros do NEMUM diretamente envolvido na organização ser natural do concelho, o que facilitou o contacto e o planeamento da atividade”, conta Ana Peixoto.
Segundo a presidente do NEMUM, esta iniciativa “tem deixado um impacto muito positivo nos concelhos por onde passa”, sendo reconhecida pelas comunidades e pelas entidades locais pelo “grande valor humano e social, marcada pelo sentimento de proximidade e gratidão”. “Este ano, esperamos que o impacto da edição em Vila Nova de Foz Côa seja igualmente positivo e que a população idosa guarde boas memórias destes dias especiais”, afirma.
Ana Peixoto considera que o projeto “Aldeia Feliz” é “muito valorizado e acarinhado” pelos alunos de Medicina da Universidade do Minho, sendo uma “experiência extremamente enriquecedora a vários níveis”. A presidente do Núcleo de Estudantes destaca o “desenvolvimento e aperfeiçoamento de competências técnicas associadas aos rastreios realizados” e, igualmente, a oportunidade de melhorar a “comunicação interpessoal” no contacto direto com a população idosa.
“Este contacto próximo contribui para a formação de médicos mais humanos, empáticos e com uma visão mais abrangente da realidade da população”, declara a dirigente do núcleo estudantil. Reconhecendo o envelhecimento populacional como um dos principais desafios da sociedade portuguesa e as implicações para a qualidade de vida das pessoas mais vulneráveis, os alunos de Medicina acreditam que devem assumir um “papel ativo”, como futuros médicos, na promoção da saúde e no combate às desigualdades sociais.
Esta edição do “Aldeia Feliz” conta com o número mais elevado de voluntários até à data e vai incluir, também, atividades dirigidas a pessoas com deficiência numa IPSS. Os cinco dias de atividades também são inéditos na história do projeto, “o que reflete o compromisso do NEMUM em continuar a investir e a valorizar uma iniciativa de grande impacto, tanto para os estudantes como para a comunidade”, conclui Ana Peixoto.


