Uma das figuras brasileiras mais reconhecidas, Samuel Rosa comemora 60 anos de idade nesta quarta-feira, 15 de julho. Por mais de 30 anos, o cantor e compositor foi a voz, a guitarra e um dos principais compositores de Skank, banda que ajudou a redefinir o pop-rock brasileiro a partir da década de 1990. Contudo, depois do grupo anunciar uma pausa por tempo indeterminado, em 2023, o artista iniciou, oficialmente, uma carreira a solo.

Nascido em Belo Horizonte, a 15 de julho de 1966, Samuel cresceu num ambiente familiar que incentivava a música, e, com isso, foi construindo o seu leque musical. Antes de investir de facto no universo musical, entrou na Faculdade de Psicologia, pela Universidade Federal de Minas Gerais, por grande influência do pai, que exercia esta mesma profissão. Contudo, apesar de concluir o curso e ter feito alguns estágios, nunca se sentiu realizado e satisfeito com isto, o que o incentivou mais ainda a dar uma chance ao seu amor pela música.

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A banda Skank foi fundamental para a sua trajetória, sendo esta responsável por 9 álbuns de estúdio, que venderam mais de 6 milhões de cópias e onde encontram-se se encontram sucessos como “Garota Nacional”, “Resposta, Sutilmente” e “Dois Rios”, músicas que consolidaram Samuel como um dos principais compositores do país. Para além disso, desenvolveu parcerias com diversas outras figuras da música brasileira, como Nando Reis, com “Resposta”, Chico Amaral, com “Vou Deixar”, e Rodrigo Leão, com “Saideira”, sendo que, esta última, ainda foi regravada pela banda com o famoso guitarrista mexicano Carlos Santana, ganhando uma versão em português e outra em espanhol. As suas composições também possuem influência de alguns nomes relevantes da música internacional, como as bandas The Beatles e Oasis, e também do rock brasileiro, como Titãs e Os Paralamas do Sucesso.

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Em junho de 2024, Samuel Rosa lançou o seu primeiro álbum “Rosa”, com 10 faixas inéditas, incluindo “Segue o Jogo” e “Rio Dentro do Mar”.  Através deste, o artista pretende manter as suas raízes e reafirmar o seu legado, e, a respeito do mesmo, o artista disse: “Eu não queria agora buscar compulsivamente fazer algo que eu nunca fiz. Quero exercer o que eu sou. Minha marca é meu patrimônio”. Assim, o projeto foi indicado ao Prémio Multishow como um dos 25 melhores discos nacionais, em 2024. Fora isto, Samuel também possui alguns trabalhos paralelos de quando ainda estava na banda Skank, sendo estes “Suíte Branca” (2015), trilha sonora original do espetáculo do Grupo Corpo, e “Samuel Rosa e Lô Borges – Ao Vivo no Cine Theatro Brasil” (2016).

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A carreira solo de Samuel Rosa não representa um rompimento com o passado, mas sim a sua continuidade sob outra perspetiva. O compositor permanece fiel à essência que o tornou conhecido, enquanto transforma as mudanças da vida em combustível para continuar a criar. Entre raízes profundas e novos afetos, Samuel mostra que recomeçar também pode ser uma forma de permanecer, e continua, assim, a sua carreira longíquia e influente no repertório musical brasileiro.