O programa é responsável por interligar diferentes áreas artísticas com território e comunidade, exibindo 75 filmes de 40 países, exposições, conversas e atividades.

Nesta última sexta-feira, 21, teve início, em Vila Nova de Cerveira, a segunda edição do BIOGRAF’26 — Festival Internacional de Cinema & Arte em Movimento. A programação inclui a seleção oficial da secção competitiva, ciclos especiais e programas desenvolvidos em colaboração com festivais, escolas de cinema e instituições culturais.

Andrés Gallardo Albajar, fotógrafo espanhol célebre pelo seu trabalho na arquitetura e no espaço urbano, participou juntamente com a direção na identidade da segunda edição do festival, dedicada ao tema “Construir Pontes, Edificar Ideias”. Este tema está a ser trabalhado através de meios como o cinema, a arquitetura, as artes visuais e o trabalho desenvolvido em comunidade. “Construir Pontes” remete para a aproximação de pessoas, territórios e práticas artísticas, enquanto “Edificar Ideias” traduz a transformação dos encontros em novas maneiras de pensar, criar e participar. 

O “Programa Especial”, que inclui as secções Arquiteturas, Mutantes, Espanha e Anima, expõe trabalhos de diversos artistas, focando-se em realizadores de países como Portugal, Espanha, Cuba, Alemanha, Roménia, Peru, Ucrânia, entre outros. Os realizadores competem por um montante físico e uma pequena estátua criada pelo co-fundador da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, Henrique Silva, marcando a identidade do festival.

“Primeiras Biografias”, outra secção do programa, apresenta trabalhos de pupilos e jovens realizadores através de produções académicas, particularmente de Reza Rasouli (Filmakademie Wien), Lin Jo Skytte (Den Danske Filmskole), Jiyoeon Kim (Korea National University of Arts) e Giusy Gulino (Centro Sperimentale di Cinematografia). Realizadores nacionais também se fazem presentes, nomeadamente Maria Antónia Magalhães (Instituto Politécnico de Viana do Castelo) e Maria Parra (Universidade da Beira Interior).

Por fim, o programa possui uma instalação de iniciativa comunitária: a “Casa Comum”. Criada por artistas locais, esta instalação pretende inverter o papel do público, passando ele a artista. Esta acolheu, durante o período do festival, intervenções realizadas pela comunidade local ao longo do ano, transformando-se numa experiência interativa devido à participação de locais e visitantes num painel de gravuras, pinturas e escritos.